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<title>Untitled Document</title>
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<p><strong>Rev Cuid 2014; 5(2): 792-8</strong><br />
  doi: <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119" class="as"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119</em></a></p>
<p align="center" class="as"><strong>ATIVIDADE FÍSICA EM  IDOSOS NO CONTEXTO AMAZÔNICO</strong></p>
<p align="center" class="as"><strong>ACTIVIDAD  FÍSICA EN ADULTOS MAYORES EN EL CONTEXTO AMAZÔNICO</strong></p>
<p align="center" class="as"><strong>PHYSICAL  ACTIVITY IN THE ELDERLY IN AMAZONIAN CONTEXT</strong></p>
<p align="center"><strong><em>Fabianne  de Jesus Dias de Sousa<sup>1</sup>, Maria do Perpetuo Socorro Dionísio Carvalho  da Silva<sup>2</sup>, Fabiana do Socorro da Silva Dias de Andrade<sup>3</sup></em></strong></p>
<p align="justify"><em><sup>1</sup></em><em>Enfermeira. Doutoranda em Ciências pela Universidade  Federal de São Paulo (UNIFESP-EPE). Docente da UNAMA (Universidade da  Amazônia). Tel: +55(91)81219404. Endereço: Travessa Honório José dos Santos  423, apt. 1603 Bairro: Jurunas, CEP:66033-358. Belém-PA-Brasil. E-mail: </em><a href="mailto:fabiannesousa@hotmail.com" class="as"><em>fabiannesousa@hotmail.com</em></a><br />
  <em><sup>2</sup></em><em>Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade  Federal do Pará (UFPA). Docente da ESMAC (Escola Superior Madre Celeste).</em><br />
  <em><sup>3</sup></em><em>Fisioterapeuta.  Doutoranda em Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).  Docente da UNIME-Itabuna-Bahia (União Metropolitana de Educação e Cultura).</em></p>
<p align="justify"><strong><em>Histórico: </em></strong><em>Recibido:  31 de Mayo de 2014;  Aceptado: 24 de Julio  de 2014</em></p>
<p align="justify"><em><strong>Cómo citar este artículo:</strong> Sousa F, Silva  M, Andrade F.</em> <em>Atividade  física em idosos no contexto amazônico</em>. <em>Rev Cuid. 2014; 5(2):792-8.</em> <span class="as"><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119</em></a> </span></p>
<p align="justify" class="r"><em>© 2014  Universidad de Santander. Este es un artículo de acceso abierto, distribuido  bajo los términos de la licencia Creative Commons Attribution (CC BY-NC 3.0),  que permite el uso ilimitado, distribución y reproducción en cualquier medio,  siempre que el autor original y la fuente sean debidamente citados.</em></p>
<p align="justify" class="as"><strong>RESUMO</strong></p>
<p align="justify"><strong>Introdução:</strong> A longevidade é uma realidade tornando-se necessário a implementação e/ou  implantação de ações efetivas baseadas em evidências para o controle de doenças  crônicas não-transmissíveis e seus fatores de risco. Objetivou-se, relatar a  experiência do grupo de hipertensos e diabéticos, desenvolvidos por enfermeiros  da estratégia saúde da família, descrevendo a atividade física para a  prevenção, promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida dos idosos. <strong>Materiais  e Métodos:</strong> Trata-se de um relato de experiência de  natureza descritiva, vivenciado pelas enfermeiras com um grupo de usuários  idosos hipertensos e diabéticos. Foi realizado levantamento em prontuários  (dados secundários) de 2008 até 2012. <strong>Resultados:</strong> Encontrado 320 idosos, destes, sete (2,2%) eram diabéticos, cinco (1,6%)  diabéticos e hipertensos e, cinquenta e dois (16,2%) apenas hipertensos.  Resultando em sessenta e quatro idosos (20,0%) portadores de alguma doença  crônica não-transmissível. Destes 320 idosos, 224 idosos (70,0%) relataram que  não participavam de atividades físicas por inúmeros motivos. <strong>Discussão e Conclusões:</strong> Pode-se  concluir que com a inclusão das atividades físicas, como atividade complementar  ao tratamento médico, percebeu-se que houve uma melhoria na qualidade de vida,  saúde e integração social destes idosos, através de relatos dos idosos dentre  eles: controle da pressão arterial, diminuição de dores musculares e realização  de atividades da vida cotidiana.</p>
<p align="justify"><strong>Palavras chave:</strong> Atividade Motora, Doença Crônica, Qualidade de Vida. (Fonte: DeCS BIREME).<br />
  <span class="as"><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119</em></a></span></p>
<p align="justify" class="as"><strong>RESUMEN</strong></p>
<p align="justify"><strong>Introducción:</strong> La longevidad es una realidad por lo que es necesario la  implementación y/o ejecución de acciones basadas en la evidencia efectivos para  el control de enfermedades crónicas no transmisibles y sus factores de riesgo.  El objetivo del presente estudio fue relatar la experiencia del grupo de  hipertensos y diabéticos, desarrollado por enfermeras de la estrategia de salud  de la familia, describiendo la actividad física para su prevención, promoción  de la salud y mejoría de la calidad de vida de adultos mayores. <strong>Materiales y Métodos:</strong> Se trata de un  relato de experiencia de carácter descriptivo, experimentado por las enfermeras  en un grupo de usuarios de adultos mayores hipertensos y diabéticos. Se realizó  análisis de las historias y registros clínicos (datos secundarios) desde 2008  hasta 2012. <strong>Resultados:</strong> Se  reportaron 320 adultos mayores, de los cuales, siete (2,2%) eran diabéticos,  cinco (1,6%) diabéticos e hipertensos y cincuenta y dos (16, 2%) solamente hipertensos.  Resultando en sesenta y cuatro adultos mayores (20,0%) portadores de alguna enfermedad  crónica no transmisible. De éstos 320 adultos mayores, 224 (70,0%) informaron  que no habían participado en actividades físicas por varias razones. <strong>Discusión y Conclusiones:</strong> Se puede  concluir que con la inclusión de la actividad física como una acción complementaria  al tratamiento médico, se observó que hubo una mejoría en la calidad de vida,  la salud y la integración social de los adultos mayores a través de informes de  las personas sobre: control de la presión arterial, disminución de dolores  musculares y realización de actividades de la vida diaria.</p>
<p align="justify"><strong>Palabras  clave:</strong> Actividad Motora, Enfermedad  Crónica, Calidad de Vida. (Fuente:  DeCS BIREME).<br />
  <span class="as"><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119</em></a></span></p>
<p align="justify" class="as"><strong>ABSTRACT</strong></p>
<p align="justify"><strong>Introduction:</strong> Longevity is a reality making it necessary to  implement and / or implementation of effective evidence-based actions for the  control of non-communicable chronic diseases and their risk factors. The  objective of reporting the experience of the group of hypertensive and diabetic  developed by nurses from the family health strategy, describing physical  activity for prevention, health promotion and improved quality of life for  seniors. <strong>Materials and Methods:</strong> This  is an experience report of a descriptive nature, experienced by nurses in a  group of hypertensive and diabetic elderly users. . Survey of the records  (secondary data) 2008 was held until 2012. <strong>Results:</strong> Found 320 elderly, these, seven (2.2%) were diabetic, five (1.6%) diabetic and  hypertensive and fifty-two (16, 2%) hypertensives only. Resulting in sixty-four  elderly (20.0%) patients with a chronic non-communicable disease. Of these 320  seniors, 224 seniors (70.0%) reported that they participated in physical  activities for several reasons. <strong>Discussion  and Conclusions:</strong> We can conclude that with the inclusion of physical  activity as a complementary activity to medical treatment, it was noticed that  there was an improvement in quality of life, health and social integration of  the elderly through reports of the elderly among them: control of blood  pressure, decrease muscle pain and perform activities of daily life.<strong></strong></p>
<p align="justify"><strong>Key  words: </strong>Motor Activity,  Chronic Disease, Quality of Life. (Source: DeCS BIREME).<br />
  <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119" class="as"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.119</em></a></p>
<p align="justify" class="as"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p align="justify">Com  a melhoria da qualidade de vida, maior acesso aos serviços de saúde, aumento do  poder econômico e o aumento da expectativa de vida, a população de idosos  crescerá de tal modo que o Brasil será o 6º do mundo, com aproximadamente 15  milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2025, podendo este segmento chegar a  quase 15% do contingente populacional em 2027, superando o número de crianças, e  adolescentes com 14 anos ou menos, sendo que as previsões para a população de  idosos revelam que estes terão baixo nível educacional, viverão em áreas urbanas  e com baixa renda familiar. Além desse quadro econômico e social, torna-se  frequente o aparecimento de doenças crônico-degenerativas como a hipertensão  arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) juntas constituem os  principais fatores de risco populacional para as doenças cardiovasculares.  Ainda, as doenças crônicas, em geral estão relacionadas a causas múltiplas, são  caracterizadas por início gradual e lento. Requerem intervenções com o uso de  tecnologias leves, leve-duras e duras, associadas a mudança de estilo de vida  (1).</p>
<p align="justify">Dentro  desta perspectiva foi criada a Lei no 8842/94 e o Decreto nº 1948/96, que trata da Política Nacional do  Idoso, onde asseguram o direito da pessoa idosa e recomendam a criação de condições  para a promoção de autonomia, integração e participação efetiva na sociedade, reafirmando  o direito à saúde nos diversos níveis de atendimento (2-3).</p>
<p align="justify">A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um  problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo, é considerado um dos  fatores de risco mais importante para o desenvolvimento de doenças  cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos  40% das mortes por acidente vascular cerebral, 25% das mortes por doença  arterial coronariana e, em combinação com a diabetes, 50% dos casos de  insuficiência renal crônica terminal, sendo que a prevalência de hipertensão em  diabéticos é pelo menos duas vezes maior do que na população em geral. O  Diabetes Melitus (DM) vem aumentando sua importância pela crescente  prevalência. No Brasil, os dados do estudo multicêntrico de diabetes  demonstraram uma prevalência de 7,6% da população de 30 a 69anos (1).</p>
<p align="justify">Com  os avanços tecnológicos, especialmente na área médica, criaram-se expectativas  de um aumento significativo da qualidade de vida dos idosos, ao contrário do  esperado, as enormes alterações no quadro demográfico, vieram acompanhadas por  um aumento significativo da incidência de determinadas doenças, que levam a  diminuição da expectativa de vida dos idosos, geraram uma condição de  dependência e baixa autoestima, além do aumento nos gastos dos sistemas de  saúde pública gerados por problemas relacionados à saúde destes idosos (4).</p>
<p align="justify">Modificar  hábitos de vida é interferir na qualidade de vida das pessoas, na sua forma de  viver e, em última instância, na sua própria concepção de saúde. O conceito de  saúde de cada um é formado a partir de toda a sua vivência, participando de sua  constituição a formação familiar, as relações de trabalho, as relações sociais,  enfim toda a sua cultura. Porém os profissionais de saúde, de uma maneira  geral, têm formação acadêmica muito específica e, o resultado final é uma pobre  adesão a qualquer tipo de orientação, fazendo com que um grande número de  pacientes abandone o tratamento, precocemente. Outro ponto crítico na adesão ao  tratamento é dado pelo grupo de pacientes, apesar de, teoricamente, estarem sob  tratamento não seguem a orientação prescrita. Resta, então, um pequeno número  que é fiel à terapêutica instituída (1).</p>
<p align="justify">O tratamento não farmacológico tem objetivado  diminuir os fatores de risco para doenças cardiovasculares e reduzir a pressão  arterial, devendo-se iniciar um processo de educação em saúde no qual o  paciente é estimulado a adotar medidas que favoreçam a adesão às recomendações.  Estas medidas sugeridas terão impacto no estilo de vida e sua implementação  dependerá diretamente da compreensão do problema e da motivação em aplicá-las.  Os profissionais da saúde, ao aconselharem modificações de hábitos, devem apresentar  ao paciente as diferentes medidas e possibilidades de programar-las para que  ele possa adaptá-las à sua situação sócio-econômica e à sua cultura, obtendo,  dessa forma, maior adesão ao tratamento (5).</p>
<p align="justify">Aos profissionais que assistem esta clientela faz-se  necessário que tenham o conhecimento do perfil sócio-demográfico dos pacientes  hipertensos e diabéticos, do uso que fazem dos serviços de saúde e das  estratégias terapêuticas que conhecem e utilizam para direcionar intervenções  mais eficazes de controle da doença  (6).</p>
<p align="justify">Na  atuação da equipe multiprofissional, pressupõe-se a participação ativa do cliente,  devendo ele ser considerado o elemento número um, pois representa o próprio  sentido da formação do grupo. Sua inclusão, como elemento integrante da equipe,  cria com o mesmo compromisso para com o sucesso da terapêutica, tornando-o  sujeito e não simples objeto das ações de saúde a ele dirigidas (5).</p>
<p align="justify">O enfermeiro, enquanto integrante da equipe da  Estratégia Saúde da Família (ESF), desenvolve importante papel no  acompanhamento do paciente com hipertensão. Este profissional além de atuar  como educador em saúde no trabalho com grupos de pessoas hipertensas, seus  familiares e com a comunidade, é responsável por desenvolver a consulta de enfermagem, atividade privativa do  enfermeiro (7).</p>
<p align="justify">Ressalta-se ainda a importância de uma abordagem  multi ou interdisciplinar e o envolvimento dos familiares do portador de  doenças crônicas nas metas a serem atingidas como detecção precoce, tratamento  e acompanhamento dos idosos com HAS e DM. As indicações de modificações no  estilo de vida são importantes, pois já existem evidências do seu efeito na  redução da pressão arterial, possuem baixo custo, ajudam no controle de fatores  de risco para outros agravos, aumentam a eficácia do tratamento medicamentoso  (gerando necessidade de menores doses e de menor número de fármacos) e reduzem  o risco cardiovascular. O Ministério da Saúde preconiza que o tratamento da HAS  e DM devem incluir as seguintes estratégias: educação, modificações dos hábitos  de vida e, se necessários, medicamentos. O paciente deve ser continuamente  estimulado a adotar hábitos saudáveis de vida como prática regular de atividade  física, entre outros. (5-1).</p>
<p align="justify">Com o aumento proporcional das doenças crônicas,  existe a necessidade da preparação e adequação dos serviços básicos de saúde,  visando a melhor estruturação, formação e qualificação profissional para o  atendimento dessa nova demanda. Como uma opção importante na prevenção e  tratamento de diversas doenças crônicas de alta prevalência em adultos e  idosos, vários trabalhos têm demonstrado a necessidade da atividade física. No  Brasil, o sedentarismo apresenta alta prevalência, causando custos elevados,  tanto diretos quanto indiretos, para o sistema de saúde. Diminuir o  sedentarismo e promover estilos de vida mais saudáveis com a participação da  atenção básica à saúde e seus profissionais pode representar um grande impacto  na melhoria dos índices de saúde populacional e nos custos relacionados à  gestão de serviços (8).</p>
<p align="justify">Na  convivência com os idosos enquanto enfermeira, observamos que muitos deles não desenvolviam  nenhuma atividade físicapara a  melhoria da qualidade de vida e da condição de saúde, devido a vários fatores, como  condições socioeconômicas, culturais, religiosas e acabam por não incluírem a  atividade como prática diária, então, emergiu a seguinte questão: qual a  influência da atividade física na adesão ao tratamento dos usuários idosos do  programa HIPERDIA? </p>
<p align="justify">Dessa maneira, a Estratégia Saúde da Família (ESF),  modalidade de atendimento à saúde inserida no âmbito da atenção primária,  apresenta importante potencial no que diz respeito à sua capacidade de oferecer  suporte e fortalecer as famílias fragilizadas diante de uma condição de saúde  que pode ameaçar a vida de um de seus entes (9).</p>
<p align="justify">Neste  estudo, temos como objetivo relatar a experiência vivenciada pelos enfermeiros que  acompanham o grupo de usuários idosos hipertensos e diabéticos quanto a importância  da atividade física para a prevenção, promoção da saúde e melhoria da qualidade  de vida dos idosos.</p>
<p align="justify" class="as"><strong>MATERIAIS E MÉTODOS</strong></p>
<p align="justify">O  estudo apresentado é um relato de experiência que visa descrever a vivência das  enfermeiras da ESF com um grupo de idosos hipertensos e diabéticos. Este relato  descreve a vivência das enfermeiras durante as atividades realizadas com os  idosos. O estudo foi desenvolvido em uma Unidade de Saúde da Família (USF) no  município Benevides, Pará, Brasil. Segundo os dados do Sistema de Informação da  Atenção Básica (SIAB) do próprio município a referida unidade tem uma população  de três mil e quinhentos habitantes, sendo que umas das características desta população  são as precárias condições socioeconômicas (10). </p>
<p align="justify">Inicialmente  buscaram-se informações sobre atividades físicas voltadas para a população de  idosos, orientação com um profissional de educação física sobre quais e como  poderiam ser realizados estes exercícios. Partindo-se destas informações, e com  a experiência e vivência que tinha como praticante de capoeira iniciou-se o  treinamento com a equipe de agentes comunitários de saúde (ACS) que seriam os  responsáveis pelo acompanhamento do grupo. Após esta etapa iniciou-se, por  parte dos profissionais de saúde, a divulgação do grupo durante o atendimento na  unidade e dos agentes comunitários de saúde durante as visitas domiciliares.  Foram incluídos os idosos a partir de 60 anos cadastrados e acompanhados pela  ESF, inseridos no programa HIPERDIA com pressão arterial e glicemia controlada.  Excluídos os idosos que não se enquadravam nos critérios de inclusão.</p>
<p align="justify">Em  países em desenvolvimento defini-se idoso segundo constante do art. 2° da Lei  n° 8.842/94: aquele indivíduo com 60 anos e mais. É importante ressalvar que  não existe conceito universalmente aceitável com relação ao envelhecimento,  sendo a idade cronológica um dos mais utilizados para definir idoso e delimitar  os participantes de um estudo (9).</p>
<p align="justify">Por  se tratar de um relato de experiência não foi necessário submeter ao Comitê de  Ética em Pesquisa (CEP).</p>
<p align="justify" class="as"><strong>RESULTADOS</strong></p>
<p align="justify">A  Unidade de Saúde da Família foi criada em agosto de 2008, onde houve a de  cadastramento e identificação das famílias e indivíduos que faziam parte da  área de atuação da referida unidade. Durante este processo, no período de 2008  até 2012, através de levantamento de prontuários, foi encontrada uma população  de 320 idosos, destes, sete idosos eram acometidos por diabetes melittus (2,2%),  cinco idosos por diabetes melittus associada com hipertensão arterial (1,6%) e  cinquenta e dois acometidos por hipertensão arterial (16,2%). Resultando em sessenta  e quatro idosos (20%) que possuíam alguma doença crônica não-transmissível. Destes  320 idosos, 224 idosos (70%) relataram que não participavam de atividades  físicas, incluindo os idosos portadores de doenças crônicas não-transmissíveis  citados anteriormente pois relatavam que tinham de cuidar de seus familiares  (filhos, netos e outros) e, ainda referem que as atividades ofertadas demandavam  muito tempo ou começavam no horário que não coincidia com o seu tempo livre. </p>
<p align="justify" class="as"><strong>DISCUSSÕES</strong></p>
<p align="justify">A alimentação pouco saudável e a falta de atividades físicas  são causas importantes das doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2 e  determinados tipos de câncer, contribuindo também para o aumento da carga  mundial de morbidade, mortalidade e incapacidade (11).</p>
<p align="justify">Foram  realizados encontros com todos os profissionais de saúde da equipe saúde da  família (enfermeira, médica, agentes de saúde, odontóloga, auxiliar de saúde  bucal, técnicos de enfermagem e agente administrativo) quanto a  disponibilização de serviços e atendimentos da unidade, emergiu a ideia da  criação de um grupo com os idosos voltados para o incentivo à atividade física.  Com a concordância do grupo foi criado um grupo de caminhada e em outubro de  2008 e, denominado <em>&ldquo;Caminhando para uma  saúde melhor&rdquo;</em>.</p>
<p align="justify">O  atendimento aos pacientes hipertensos e/ou diabéticos realizados na USF  constitui-se de consulta médica, de enfermagem, atendimento odontológico, grupo  educativo e grupo de atividade física (caminhada). Sendo que o grupo de  caminhada da unidade já possui quatro anos, atualmente é um grupo aberto ao  público, que funciona segunda-feira, quarta-feira e quinta-feira de 7 às 8 h.</p>
<p align="justify">O  idoso hipertenso e/ou diabético é convidado a participar do grupo de caminhada  após obter o diagnóstico de hipertensão arterial e/ou diabetes melitus.  Inicialmente passa por uma avaliação médica para a liberação ou não para  realização da atividade física. Após liberação, o mesmo é cadastrado sendo avaliado  pelo enfermeiro que consiste na pesagem, mensuração da estatura e da  circunferência da cintura, quadril, tórax, coxa e panturrilha (estas medidas  são aferidas quadrimestralmente), cálculo do índice de massa corpórea (IMC), aferição  da pressão arterial, teste de glicemia capilar, também são realizadas avaliação  e orientação nutricional, os dados são anotados em uma ficha própria para  controle e as informações registradas no prontuário do mesmo.</p>
<p align="justify">Os  encontros para as caminhadas ocorrem semanalmente no período da manhã, são  realizados em frente da unidade de saúde por um educador físico ocorrendo a  realização de exercícios físicos que propiciem o aquecimento muscular antes do  inicio das atividades, após aquecimento, os participantes fazem a caminhada  pelas ruas do bairro, finalizando em um local arejado próximo da unidade de  saúde culminando com exercícios de alongamento para o corpo. <br />
  Durante  a caminhada os pacientes são acompanhados por um grupo de quatro agentes comunitários  de saúde e por um integrante da equipe de enfermagem, caso seja necessário um  atendimento emergencial. A atividade física dura em média uma hora, levando em  conta o ritmo cardíacodos diversos  participantes. Ao término das atividades físicas é realizado controle dos  níveis pressóricos e glicemia capilar sendo registrado no prontuário dos  idosos.</p>
<p align="justify">Mensalmente  é realizado um encontro com o grupo participante da caminhada para orientações  nutricionais, discussões sobre qualidade de vida, importância da atividade  física, diabetes, hipertensão, estresse, saúde bucal e outros assuntos de  interesse do grupo, sendo estas orientações realizadas pelas enfermeiras,  odontóloga e médica da unidade, tendo apoio da nutricionista, educadora física  e assistente social (integrantes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família - NASF).</p>
<p align="justify">O  idoso diabético e/ou hipertenso é acompanhado mensalmente pelo médico,  enfermeira e equipe do NASF, antes do atendimento o mesmo vai à recepção para  retirada do prontuário, passa por uma triagem com uma auxiliar de enfermagem  onde é verificada a pressão arterial e/ou realizado teste de glicemia capilar, após  é encaminhado para o atendimento com o profissional anteriormente agendado. O  médico é que faz a prescrição dos medicamentos e avalia os resultados dos exames  laboratoriais. No atendimento de enfermagem é realizada a consulta de  enfermagem e feitas orientações, o paciente que tem uma hipertensão severa ou  não está conseguindo controlar a pressão arterial é orientados a fazer a  aferição da pressão arterial semanalmente ou quinzenalmente e caso seja detectado  um valor extremamente alto da pressão aferida, o mesmo é orientado a procurar  uma consulta de urgência na unidade de pronto atendimento, e posteriormente  retorna a unidade para que a consulta com o clínico seja adiantada.</p>
<p align="justify">Nas  práticas de saúde cotidianas, observa-se em geral, que o médico prescreve as  medicações anti-hipertensivas, cabendo aos demais profissionais da equipe multidisciplinar  a tarefa de atuar nas práticas não medicamentosas, ouvindo a história de vida  da pessoa que adoece, os limites e as possibilidades de mudanças de hábitos de  vida, realizando orientações à saúde, o que demanda tempo, competência e  escuta, para aplicação de uma estratégia efetiva, que contribua para o controle  e a prevenção de agravo da doença, e portanto, para a adesão ao tratamento  (12).</p>
<p align="justify">A  partir da nossa vivência com o grupo, percebe-se que houve adesão dos idosos nas  atividades físicas e atividades educativas, os idosos relatavam os benefícios  que obtiveram após iniciar as caminhadas, dentre eles: a melhora da pressão  arterial, diminuição de dores musculares e de dores nos membros inferiores, em poder  realizar atividades da vida diárias que antes já não conseguiam mais realizar.</p>
<p align="justify">A atividade física se praticada regularmente pode diminuir o  risco e/ou a evolução de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares  cerebrais, problemas hipertensivos, diabetes, osteoporose, câncer, ansiedade e  depressão. Além disso, ela é determinante no controle do peso corporal. Dentre os benefícios a curto prazo, o aumento do  consumo de glicose como combustível por parte do músculo em atividade,  contribui para o controle da glicemia. O efeito hipoglicemiante do exercício  pode se prolongar por horas e até dias após o fim de exercício (13). </p>
<p align="justify">Os idosos do grupo de caminhada relatavam melhoria  na sua qualidade vida, pois o grupo lhes propiciava integração social, fazer  novas amizades, encontrar velhos amigos, realizar atividades (física e educativa)  com pessoas da mesma faixa etária e com os mesmos problemas de saúde. Durante  este período não houve desistência de nenhum dos participantes do grupo de  caminhada. As atividades físicas associadas ao tratamento médico revelaram os  níveis pressóricos bem como os glicêmicos dos idosos em controle não sendo  necessário aumento de dose de medicamentos, fato este, pode ser comprovado  através dos registros em prontuários dos profissionais de saúde da ESF. </p>
<p align="justify">A  qualidade de vida de idosos que possuem maior nível de atividade física é  melhor que a de idosos que possuem menor nível de atividade física (14).</p>
<p align="justify">O  processo de envelhecimento é influenciado por vários fatores e que estes estão  diretamente relacionados com a qualidade de vida. Dentre estes fatores o  sedentarismo é o que mais compromete a qualidade de vida da pessoa idosa. E  para que o idoso tenha uma vida saudável, seja independente nas suas atividades  da vida diária, é de extrema importância à realização de atividade física  regular, pois esta retarda as alterações fisiológicas do envelhecimento e,  quando associada a outros cuidados, contribui para a prevenção de determinadas  doenças (15).</p>
<p align="justify">O  grupo de caminhada para estes idosos tornou-se importante para estes idosos,  pois encontravam os amigos, e com eles  participavam das caminhadas, atividades educativas, confraternização de datas  comemorativas como &ldquo;carnaval&rdquo;, &ldquo;festas de finais de ano&rdquo;, &ldquo;aniversários dos  integrantes&rdquo;, entre outros.</p>
<p align="justify">A busca pela interação social torna o individuo  idoso mais integrado na sociedade. O que está em jogo na velhice é a autonomia,  ou seja, a capacidade de determinar e executar seus próprios desígnios e  vontades. Chegar a uma idade avançada com capacidade de gerir sua própria vida  e determinar quando, onde e como se darão suas as atividades de lazer, convívio  social e trabalho. Um tratamento bem-sucedido e o convívio social mantêm sua  autonomia e a torna uma pessoa idosa saudável (16).</p>
<p align="justify">Portanto, a Organização Mundial da Saúde lançou  políticas do envelhecimento ativo que visam otimizar a saúde, a participação e  a segurança, de modo a melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas  envelhecem, dentre eles a atividade física. Para minimizar/prevenir as  consequências da senilidade, é necessário que os profissionais de saúde pública  estabeleçam prioridades de atuação. A detecção de novos casos e o  acompanhamento dos portadores de enfermidades poderão prevenir e controlar os  agravos, enquanto medidas de promoção de saúde devem contar com a participação  da comunidade na busca de um envelhecimento ativo, que é uma meta importante  para prevenir os fatores de risco que aceleram o processo incapacitante (17).</p>
<p align="justify">Ainda, para pacientes hipertensos é importante a  utilização de terapias alternativas além do tratamento medicamentoso, pois  através destas propostas alternativas buscam diminuir e proporcionar o controle  da pressão arterial (18).</p>
<p align="justify" class="as"><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<p align="justify">Conclui-se  que, o incentivo para realização de atividade física como opção as caminhadas  como uma das modalidades de exercício físico contribuiu para que os idosos  portadores de diabetes e hipertensão aumentasse sua qualidade de vida e de  saúde como redução de antihipertensivos, manutenção de glicemia em dois  dígitos, redução de complicações, dentre outras, integração social com outros  idosos e com os profissionais envolvidos, além da percepção por parte dos  mesmos, dos benefícios da atividade física e da mudança de estilo de vida. </p>
<p align="justify">Percebeu-se  que a prática de atividade física por idosos diabéticos e hipertensos,  propiciou melhora na qualidade de vida e na atividade de vida diária e pode ser  utilizada como instrumento de promoção à saúde por parte dos profissionais  desta ESF visando combater assim o sedentarismo e as doenças crônicas (diabetes  melitus e hipertensão arterial).</p>
<p align="justify">É  necessário que haja incentivo através de campanhas que visem principalmente à  conscientização dos idosos para a adoção de estilos de vida mais saudáveis, e o  desenvolvimento de estratégias que estimulem uma prática cotidiana de atividade  física como forma de controle e prevenção de problemas de saúde e que favoreçam  a autonomia da pessoa idosa.</p>
<p align="justify"><strong>Conflito de interesses: </strong>Os autores declaram que não há conflito  de interesses.</p>
<p align="justify" class="as"><strong>REFERENCIAS </strong></p>
<div align="justify">
  <ol>
    <li>Ministério  da Saúde (Brasil). Manual de hipertensão arterial e diabetes mellitus.  Brasília: Ministério, 2006.</li>
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