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<title>Untitled Document</title>
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<p><strong>Rev Cuid 2014; 5(2): 799-805</strong><br />
  doi: <em><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120" class="ax">http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120</a></em></p>
<p align="center" class="ax"><strong>&nbsp;MULHERES DE MEIA IDADE E O ENFRENTAMENTO DO CÂNCER DE  MAMA</strong></p>
<p align="center" class="ax"><strong>MUJERES DE EDAD MEDIA Y EL ENFRENTAMIENTO DEL CÁNCER DE  MAMA</strong></p>
<p align="center"><span class="ax"><strong>WOMEN OF THE MIDDLE AGE AND THE FACING OF BREAST  CANCER</strong></span><br />
  </p>
<p align="center"><strong><em>Vanessa Costa Ribeiro<sup>1</sup>, Sandra  Dutra Cabral Portella<sup>2</sup>, Eliene de Souza Malheiro<sup>3</sup></em></strong><br />
  </p>
<p align="justify"><em><sup>1</sup></em><em>Bacharel em Enfermagem pela Escola Bahiana de Medicina  e Saúde Pública. Residente (R2) em Saúde Pública pela Universidade Federal de  São Paulo – UNIFESP – Baixada Santista E-mail: </em><a href="mailto:nessinha_g12@hotmail.com" class="ax"><em>nessinha_g12@hotmail.com</em></a><br />
  <em><sup>2</sup></em><em>Professora Assistente do curso de Enfermagem da Escola  Bahiana de Medicina e Saúde Pública do estado da Bahia. Mestre pela  Universidade Federal da Bahia. E-mail </em><a href="mailto:sdcportela@hotmail.com" class="ax"><em>sdcportela@hotmail.com</em></a><br />
  <em><sup>3</sup></em><em>Bacharel em enfermagem pela  Universidade Católica do Salvador. Especialista em Saúde da Família com ênfase  em PSF pela Universidade Castelo Branco. Professora Assistente do curso de  Enfermagem da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. </em><em>E-mail: </em><a href="mailto:elienemalheiro@yahoo.com.br" class="ax"><em>elienemalheiro@yahoo.com.br</em></a></p>
<p align="justify"><strong><em>Histórico: </em></strong><em>Recibido: 26 de Febrero de  201; Aceptado: 16 de Julio de 2014</em></p>
<p align="justify"><strong><em>Cómo citar este  artículo:</em></strong><em> Ribeiro V</em><em>, Portella S, Malheiro E.</em> <em>Mulheres de meia idade e o enfrentamento do câncer de  mama</em>.<strong> </strong><em>Rev Cuid. 2014; 5(2):799-805.</em> <em><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120">http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120</a></em><strong> </strong></p>
<p align="justify" class="s"><em>© 2014 Universidad de Santander. Este  es un artículo de acceso abierto, distribuido bajo los términos de la licencia  Creative Commons Attribution (CC BY-NC 3.0), que permite el uso ilimitado,  distribución y reproducción en cualquier medio, siempre que el autor original y  la fuente sean debidamente citados.</em></p>
<p align="justify" class="ax"><strong>RESUMO</strong></p>
<p align="justify"><strong>Introdução:</strong> O enfrentamento do câncer de mama por mulheres de  meia-idade é um processo muito doloroso, já que envolve a mudança em vários  papéis que essa mulher está desenvolvendo nessa fase da vida. Objetivou-se  então<strong> </strong>analisar as mudanças desses  papéis, abordando os problemas encontrados nessa fase e identificar se existem  estratégias utilizadas para uma melhor qualidade de vida. <strong>Materiais e Métodos:</strong> Trata-se de um estudo de revisão integrativa  de natureza qualitativa, utilizando-se como descritores: mulheres, diagnóstico  e câncer de mama.<strong> Resultados</strong>: Onze artigos foram selecionados, já que abordaram com  propriedade o objeto do estudo. Podemos perceber que tem-se despertado interesse nessa  temática de pesquisa, como: os sentimentos, vivências e estratégias de  enfrentamento das mulheres com diagnóstico de câncer de mama. <strong>Discussão:</strong> Nessa fase, os maiores  problemas enfrentados por essas mulheres são os traumas psicológicos, a perda  da autoestima, o sentimento de culpa e de fracasso, diante desse diagnóstico.  Observa-se que a convivência familiar de uma mulher com câncer de mama, muda  toda sua dinâmica, já que, na fase da meia-idade, ela teria papéis de mãe,  esposa e trabalhadora, agora restritos, ou então, passando por diversas  mudanças. <strong>Conclusões:</strong> As estratégias envolvidas que mais imperam no sucesso do tratamento, são o  apoio da família e cônjuge, bem como, a volta dessa mulher ao seu espaço  social, com a ajuda de grupos de vivência e serviços de reabilitação social. <br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Palavras chave</strong>: Mulheres, Diagnóstico, Câncer de Mama. (Fonte:  DeCS BIREME). </p>
<p align="justify"><em><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120" class="ax">http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120</a></em></p>
<p align="justify"><strong class="ax">RESUMEN</strong><br />
</p>
<p align="justify"><strong>Introducción</strong><strong>:</strong> El  enfrentamiento al cáncer de mama por mujeres de edad media es un proceso muy  doloroso, ya que envuelve el cambio en varios papeles que esa mujer está  desarrollando en esa fase de la vida. El objetivo fue analizar los cambios de  esos papeles, abordando los problemas encontrados en esa fase e identificar si  existen estrategias utilizadas para una mejor calidad de vida. <strong>Materiales y Métodos</strong><strong>:</strong> Se trata de un  estudio de revisión integrativa de naturaleza cualitativa, utilizándose como  descriptores: mujeres, diagnóstico y cáncer de mama. <strong>Resultados:</strong> Once artículos fueron seleccionados, ya que abordaron adecuadamente el  objeto de estudio. Podemos ver que ha habido un renovado interés en este tema  de investigación, tales como: los sentimientos, experiencias y estrategias de  enfrentamiento de las mujeres diagnosticadas con cáncer de mama. <strong>Discusión:</strong> En  esa fase, los mayores problemas enfrentados por esas mujeres son los traumas  psicológicos, pérdida de la autoestima, sentimiento de culpa y fracaso, ante este diagnóstico. Se observa que la vida  familiar de una mujer con cáncer  de mama, cambia toda su dinámica, ya que, en la etapa de la edad media, ella tendría roles de madre, esposa y trabajadora, ahora restringidos,  o bien, pasando por diversos cambios. <strong>Conclusiones:</strong> Las estrategias  envueltas que más dominan en el éxito del tratamiento son el apoyo de la  familia y de la pareja, así como el retorno de esa mujer a su espacio social,  con la ayuda de grupos de vivencia y servicios de rehabilitación social. <br />
</p>
<p align="justify"><strong>Palabras clave:</strong> Mujeres, Diagnóstico, Cáncer de Mama. (Fuente: DeCS BIREME). </p>
<p align="justify"><em><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120" class="ax">http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120</a></em></p>
<p align="justify"><strong class="ax">ABSTRACT</strong><br />
</p>
<p align="justify"><strong>Introduction</strong>: Facing  the breast cancer by women in middle age is a very painful process because it  involves a change in several roles that this woman is developing in this time  of life. The objective is to analyze the changes of these roles, broaching the  problems found in this phase and identify if there are strategies used to a  better quality of life. <strong>Materials and Methods:</strong> This is a study of integrative review of qualitative  nature, using as descriptors: women, diagnostic and breast cancer. <strong>Results:</strong> Eleven articles were selected,  as addressed properly the object of study. We  can see that there has been a  renewed interest in this topic  of research, such as feelings, experiences and coping strategies  of women diagnosed with breast cancer. <strong>Discussion:</strong> In this phase, the biggest problems faced by those  women are the psychological traumas, loss of self-esteem the feeling of guilt and failure, before  this diagnosis. It is observed  that the family life of a woman with breast cancer, their dynamic changes a whole, since the stage of middle age; she would have roles of mother, wife and worker, now  restricted, or else, going  through various changes. <strong>C</strong><strong>onclusions:</strong> And the  strategies involved that most rule in the success of treatment are family and  partner support and the return of this woman to her social space, with the help  of experienced groups and rehabilitation social services. <br />
</p>
<p align="justify"><strong>Key  words:</strong> Women,  Diagnostic, Breast Cancer. (Source: DeCS BIREME).<br />
  </p>
<p align="justify"><span class="ax"><em><a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120">http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.120</a></em></span></p>
<p align="justify"><span class="ax"><strong>INTRODUÇÃO</strong></span><br />
  </p>
<p align="justify">Câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que têm  em comum o crescimento desordenado (maligno)  de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do  corpo. Dividindo-se rapidamente, essas células tendem a ser muito agressivas e  incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células  cancerosas) ou neoplasias malignas  (1).<br />
  </p>
<p align="justify">O tumor no seio é acompanhado ou não de dor mamária e  podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou  retrações ou um aspecto semelhante à casca de uma laranja. Podem também surgir  nódulos palpáveis na axila (1).<br />
  </p>
<p align="justify">O câncer de mama ou carcinoma mamário é o resultado da  multiplicação desordenada de determinadas células que se reproduzem em grande  velocidade, desencadeando o aparecimento de tumores ou neoplasias malignas que  podem vir a afetar os tecidos vizinhos e provocar metástases. Esse tipo de  câncer aparece sob a forma de nódulos e, na maioria das vezes, pode ser  identificado pelas próprias mulheres, por meio da prática do autoexame (2).<br />
  </p>
<p align="justify">As formas mais eficazes para detecção precoce do  câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia (1).<br />
  </p>
<p align="justify">O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas  mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo, pelos seus efeitos  psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal.  Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa  etária sua incidência cresce rápida e progressivamente (1).<br />
  </p>
<p align="justify">Em termos epidemiológicos, o câncer de mama é um dos  tumores de maior incidência no Brasil. E o número de casos novos no país  aumenta cada vez mais, com taxas de 52.680, em 2012, onde 52 casos são para  cada 100 mil mulheres.<br />
  </p>
<p align="justify">Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa de  mortalidade de mulheres com câncer de mama vem crescendo em 38,62% ao ano e há  também uma redução nos números de atendimentos desses casos, geralmente os  tumores são diagnosticados em um estágio avançado. Apenas 3,35% recebem  diagnóstico no começo da doença (4).<br />
  </p>
<p align="justify">Esse tipo de câncer representa uma das principais  causas de morte em mulheres. As taxas de mortalidade do câncer de mama em 2010  foram de 12.852, sendo que destes, 12.705 eram  mulheres.  As estatísticas indicam o aumento de sua  frequência, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.<br />
  </p>
<p align="justify">Por ter uma grande estimativa de novos casos e uma  considerável taxa de mortalidade em mulheres, esse se tornou objeto de estudo  desta revisão integrativa: Câncer de Mama em Mulheres de faixa etária  meia-idade. A delimitação desta fase da vida da mulher deu-se pelo fato de que  nessa fase a mulher desempenha seus diversos papéis.<br />
  </p>
<p align="justify">O momento atual tem se caracterizado nas sociedades  por transformações nas quais muitas mulheres têm atuado como protagonistas.  Papéis sociais que estavam restritos aos homens, como, por exemplo, os de  provedor financeiro da vida familiar já são exercidos também pelas mulheres em  muitas culturas (5).<br />
  </p>
<p align="justify">Falar sobre o diagnóstico do câncer de mama em  mulheres dessa faixa etária é importante, pois é uma doença muito temida e que  pode afetar todos os seus papéis na vida social. Por isso, é necessária uma  melhora na sua qualidade de vida frente a esse diagnóstico, pois seus papéis na  sociedade ficam prejudicados, com a mudança na imagem corporal e na integridade  psicológica que se desestruturam (6).<br />
  </p>
<p align="justify">O que justifica a escolha em abordar os problemas  enfrentados por essas mulheres e as estratégias a serem utilizadas para  melhorar sua qualidade de vida diante do diagnóstico do câncer de mama.  Buscamos conhecer da própria mulher que sofre esse impacto como o seu emocional  é afetado e as repercussões ocasionadas na sua vida após essa descoberta.<br />
  </p>
<p align="justify">Partindo desse pressuposto, foram formuladas as  seguintes questões norteadoras: Quais os problemas enfrentados por essas  mulheres com o aparecimento do câncer de mama e como elas assumem a mudança nos  seus papéis? Quais as estratégias que as mulheres de meia idade utilizam para  melhorar a qualidade de vida diante do diagnóstico do câncer de mama?<br />
  </p>
<p align="justify">Diante do exposto, este estudo tem por objetivo analisar  o que fazem as mulheres de meia-idade para assumir as mudanças nos seus papéis,  abordando os problemas encontrados nessa fase e como é o seu comportamento  perante o diagnóstico do câncer de mama, identificando as estratégias  utilizadas para uma melhor qualidade de vida.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong class="ax">MATERIAIS  E MÉTODOS</strong><br />
  </p>
<p align="justify">Este é um estudo de revisão integrativa da literatura de  natureza qualitativa, onde predominaram as seguintes etapas: o estabelecimento  da questão norteadora, a busca na literatura, separação dos objetos de estudo,  avaliação dos artigos que se incluem na pesquisa e análise dos resultados a fim  de responder os objetivos propostos (7).<br />
  </p>
<p align="justify">Neste estudo analisaram-se onze produções científicas  nos anos de 2005 a 2013, embasadas no tema de Mulheres de Meia-Idade e o  enfrentamento ao câncer de mama.  Para  tanto, as bases de dados científicas utilizadas foram <em>Scielo </em>(Scientific Electronic  Library Online) e <em>Lilacs </em>(Literatura  Latino-Americana).  Os descritores usados  segundo o DeCS (Descritores em Ciências da  Saúde) foram mulheres, diagnóstico e câncer de mama. Os trabalhos foram  analisados de forma descritiva e interpretativa, focando nos estudos nacionais  e o período de maior publicação, bem como o objeto de estudo que se adeque a  pesquisa proposta.<br />
  </p>
<p align="justify">O trabalho inicialmente foi categorizado e apresentado  em forma de tabela, separado por ano,<strong> </strong>autor, revista cientifica  título do trabalho e objeto de estudo. Os periódicos que mais prevaleceram foram àqueles condizentes com o  objeto deste estudo e com a metodologia utilizada.<br />
  </p>
<p align="justify">Posteriormente, os objetos de estudo foram analisados  de maneira descritiva e interpretativa com os dados presentes nos resultados e  demonstrados na discussão.<br />
  </p>
<p align="justify">Os aspectos éticos desta  pesquisa foram preservados de acordo com o código de ética dos profissionais de  enfermagem no que diz respeito ao ensino, pesquisa e produção  técnico-científica. Também foram respeitados os direitos autorais e a  divulgação dos seus resultados (8).<br />
  </p>
<p align="justify"><strong class="ax">RESULTADOS</strong> <br />
  </p>
<p align="justify">Quando se iniciou o rastreamento foram acessadas as  duas bases de dados supracitadas na metodologia, sendo encontrados artigos dos  quais foram removidos da busca, pois não se encaixavam com o objeto de estudo  da pesquisa. Dos artigos encontrados com relevância para o tema, alguns foram  selecionados, já que abordaram com propriedade o objeto do estudo. O processo  desta pesquisa para seleção dos artigos na fase de revisão se encontra categorizado  através da Figura 1. <br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Figura 1. Diagrama de fluxo dos artigos incluídos</strong></p>
<p align="justify"><strong><img src="../Carpeta de Imagenes de html/vanesaa/2014_Pagina_31.jpg" width="351" height="321" /></strong><br />
  &nbsp;</p>
<p align="justify"><strong>Tabela  1. Distribuição dos artigos segundo o ano, autor, revista cientifica, título do  trabalho e objeto de estudo</strong></p>
<p align="justify"><strong><img src="../Carpeta de Imagenes de html/vanesaa/2014_Pagina_34.jpg" width="747" height="807" /></strong></p>
<p align="justify"><em>Fonte:  Elaboração dos autores.</em><br />
  </p>
<p align="justify">Conforme visualizado na Tabela 1, podemos verificar  que dos artigos selecionados, há um grande número de publicações nos anos de  2008 a 2010, o que se pode considerar que, nos últimos anos, tem-se despertado  muito interesse nessa temática de pesquisa, como os sentimentos, vivências e  estratégias de enfrentamento das mulheres com diagnóstico de câncer de mama,  sendo 2009 o ano em que se obteve maiores publicações.<br />
  </p>
<p align="justify">Podemos observar também que, dos onze artigos  selecionados, quatro têm como objeto de estudo os sentimentos vivenciados por  essas mulheres pós-diagnóstico, três falam sobre o enfrentamento das famílias  com mulheres afetadas pela doença e, dois sobre a sexualidade dessas mulheres,  um sobre o corpo feminino e um sobre a qualidade de vida pós-tratamento.<br />
  </p>
<p align="justify" class="ax"><strong>DISCUSSÃO</strong><br />
  </p>
<p align="justify">Uma das categorias do objeto de estudo deste trabalho  foi a abordagem dos problemas enfrentados pelas mulheres de meia-idade com  diagnóstico do câncer de mama e foram encontrados, como um dos maiores  problemas enfrentados por elas, os traumas psicológicos, a perda da autoestima,  o sentimento de culpa e de fracasso, diante desse diagnóstico. As mulheres  vivenciam a incerteza e insegurança quanto aos futuros acontecimentos (9).<br />
  </p>
<p align="justify">Após todo esse impacto da notícia, essas mulheres  ainda sofrem com a sua imagem feminina, abalada após essa doença. São gerados  sentimentos negativos a respeito da sua percepção física (10).<br />
  </p>
<p align="justify">O fato de os seios serem um símbolo de feminilidade  faz com que as mulheres temam ficar defeituosas, vendo-se sem algo que as  identifica como mulher.<br />
</p>
<p align="justify">A vivência do câncer de mama continua sendo um  verdadeiro estresse psicológico para a mulher, ela esconde o seu diagnóstico e  a revelação pública de sua condição. Essas mulheres, quando desconhecem seu  processo de adoecimento e a possibilidade de cura, desenvolvem imagens  negativas na mente, como: mutilação, perda do desejo sexual, queda dos cabelos  e a morte (11).<br />
  </p>
<p align="justify">O significado do câncer de mama está intimamente  ligado ao corpo feminino, por conta da representação social que ela envolve,  como: sexualidade, maternidade e feminilidade (12).<br />
  </p>
<p align="justify">A partir do próprio tratamento, a mulher já se vê  devastada pela doença, por ser traumático, deixando-a debilitada e distante da  sua imagem de feminilidade.<br />
  </p>
<p align="justify">As intercorrências que acometem a mulher com câncer de  mama, fazem com que ela fique vulnerável à realidade a que está exposta. É um  sentimento de fragilidade com a vida por conta da proximidade com a sua  finitude. Ela começa a se questionar existencialmente, pelo estigma da morte (13).<br />
  </p>
<p align="justify">Outra categoria do objeto de estudo foi o  enfrentamento dessas mulheres, diante da mudança dos seus papéis sociais frente  a um diagnóstico de câncer de mama, onde observa-se que a convivência familiar  de uma mulher com câncer de mama, muda toda uma sua dinâmica, já que, na fase  da meia-idade, ela teria papéis de mãe, esposa e trabalhadora, agora restritos,  ou então, passando por diversas mudanças.<br />
  </p>
<p align="justify">Essa situação traz uma sobrecarga física e emocional  para a família, trazendo sentimentos como ansiedade, medo, culpa e raiva, por  conta dos cuidados prestados que mudam a estrutura familiar (14).<br />
  </p>
<p align="justify">As repercussões causadas na autoimagem por essa doença  trazem uma modificação na sexualidade do casal, afetando, então, o papel de esposa  dessa mulher (15).<br />
  </p>
<p align="justify">A ideia da ausência parcial ou total da  mama, muitas vezes implica em um comprometimento sexual insatisfatório, pois os  seios devido a uma condição social e cultural muito grande estão relacionados a  imagem corporal da mulher.  A mulher se  sente insegura de como será recebida pelo parceiro, por isso o apoio do mesmo  influencia diretamente em todas as etapas da doença (16).<br />
  </p>
<p align="justify">As evidências iniciais e, logo após a confirmação de  estar doente, levam a mulher a mudar seu comportamento e atitudes em suas  relações sociais, familiares e pessoais. Essas mulheres não estão preparadas  para perder a sua identidade, o simbolismo de ser humana saudável, com seus  diversos papéis, gerando nelas angústia, tristeza e desesperança (17).<br />
  </p>
<p align="justify">Essa frustação que é gerada na mulher com câncer de  mama, faz com que ela viva isoladamente, longe dos papéis que desenvolvia antes  de adoecer. Isso transforma e afeta toda a dinâmica familiar, inclusive a  conjugal, fazendo com que o casal, nesse momento, passe por diversos conflitos.<br />
  </p>
<p align="justify">Enfrentar as mudanças nos seus papéis não é algo fácil  para essas mulheres, pois elas sentem como se sua vida ficasse desestruturada e  ficam, muitas vezes, impossibilitadas de voltar a sua rotina normal (18).<br />
  </p>
<p align="justify">Outra categoria do objeto de estudo identificou as  estratégias utilizadas por essas mulheres para melhorar esse enfrentamento e  percebeu-se o quanto a família é fundamental para auxiliá-la nesse momento,  dando um suporte emocional, compartilhando as responsabilidades e decisões do  núcleo familiar, assim como apoio financeiro em função das suas ausências ao  trabalho para realização do tratamento, tentando manter a estabilidade em meio  à mudança que passará a ser a vida dessa mulher após o diagnóstico de câncer de  mama (14).<br />
  </p>
<p align="justify">Ou seja, mesmo a família ficando abalada com a  notícia, ela tem um papel importante na recuperação dessa mulher, fortalecendo  o apoio que é fundamental nessa fase. Outra estratégia associada ao  enfrentamento dessas mulheres é a relação conjugal e, aquelas que possuem relação  conjugal estável, devem receber apoio dos seus cônjuges, principalmente com  relação à sexualidade, pois isso também está associado à melhor qualidade de  vida (19).<br />
  </p>
<p align="justify">O apoio do companheiro conjugal é muito importante  também, pois traz uma estabilidade emocional na vida da mulher. Deve haver uma  compreensão por parte do cônjuge, que deve estar disposto a ficar ao lado da  mulher e a ajudá-la a enfrentar essa fase tão difícil na sua vida.<br />
  </p>
<p align="justify">As estratégias de enfrentamento desenvolvidas pela  paciente e seus familiares estão, portanto, diretamente relacionadas ao sucesso  do tratamento do câncer.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong class="ax">CONCLUSÕES</strong><br />
  </p>
<p align="justify">Diante dos problemas encontrados por mulheres com  diagnóstico de câncer de mama, a literatura brasileira aponta que elas precisam  de estratégias para enfrentar essa fase da vida, que, por mais que sejam  difíceis, é necessário que as partes envolvidas com essa mulher de meia-idade a  ajudem a superar essa fase.<br />
  </p>
<p align="justify">Sendo assim, sugere-se que, para melhorar os  sentimentos negativos que elas têm com a chegada da doença, é necessário apoio  completo da família e do cônjuge, ajudando-a aos poucos a voltar ao seu papel  ativo na sociedade, como antes.<br />
  </p>
<p align="justify">Incentivá-la a participar de sessões de grupo de  vivência das mulheres com a mesma experiência, poderá ajudá-la a superar melhor  esse diagnóstico ouvindo e aprendendo com as pessoas que se encontram na mesma  situação.<br />
  </p>
<p align="justify">Serviços de reabilitação psicossocial junto a essa  clientela é também um passo muito importante no enfrentamento dessas mulheres  ao câncer de mama, devendo os serviços de saúde estar preparados para  recebê-las, entendê-las, tirando suas dúvidas e dando um cuidado humanizado.<br />
  </p>
<p align="justify">A busca na melhoria da assistência a essas mulheres  pelos profissionais de saúde deve ser ponto central no programa de tratamento,  os serviços devem estar preparados para acolhê-las, juntamente com seus  familiares, dando uma assistência mais qualificada e precisa nas necessidades  que tem essa mulher, olhando-a a partir de uma visão holística e orientando-a  para uma melhor qualidade de vida mesmo com a adesão ao tratamento. É  importante que essa mulher receba ajuda de todos que a rodeiam para sua  reinserção na sociedade.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Conflito  de interesses: </strong>Os autores  declaram que não há conflito de interesses.<br />
  </p>
<p align="justify" class="ax"><strong>REFERÊNCIAS </strong></p>
<ol>
  <li>
    <div align="justify">Instituto  Nacional do Câncer.  Câncer de mama. [Internet]. Rio de  Janeiro; 2009. [acesso em 2013 fev 3]. Disponível em: <a href="http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/index.asp?ID=5">http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/index.asp?ID=5</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Duarte  TP, Andrade AN. Enfrentando a mastectomia: análise dos relatos de mulheres  mastectomizadas sobre questões ligadas à sexualidade. Estudos  de Psicologia. 2003; 8: 155-63. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2003000100017" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2003000100017</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Monteiro  APS, Arraes EPP, Pontes LB, Campos MSS, Ribeiro RT, Gonçalves REB. Auto-exame  das mamas: freqüência do conhecimento, prática e fatores associados. Revista  Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2003; 25: 201-5. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032003000300009" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032003000300009</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Ministério  Da Saúde. Levantamento avalia situação  do câncer no Brasil. [Internet]. Brasilia; 2010. [acesso em 2012 dez 5].  Disponível em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=25441">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=25441</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Mori  ME, Coelho VL. Mulheres de corpo e alma: aspectos biopsicossociais da  meia-idade Feminina. Psicologia:  Reflexão e Crítica. 2003; 17: 177-87. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722004000200006" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722004000200006</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Almeida  AM, Mamede MV, Panobianco MS, Prado MAS, Clapis MJ<em>. </em>Construindo o significado da recorrência da doença: A experiência  de mulheres com câncer de mama<em>.</em> Revista  Latino-Americana de Enfermagem. 2001; 9: 63-9. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692001000500010" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692001000500010</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão  integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na  enfermagem. Texto contexto - enferm.  2008; 17:758-64. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072008000400018" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072008000400018</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Conselho  federal de enfermagem. Código de ética dos profissionais de enfermagem [Internet].  Brasilia; 2007. [Acesso em 2013 mares 15]. Disponível em: <a href="http://portalcofen.gov.br">http://portalcofen.gov.br</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Araújo  IMA, Fernandes AFC. O significado do diagnóstico do câncer de mama para mulher.  Escola  Anna Nery. 2008; 12: 664 –71. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1414-81452008000400009" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1414-81452008000400009</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Moura  FMJSP, Silva MG, Oliveira SC, Moura LJSP.   Os sentimentos das mulheres pós-mastectomizadas. Escola  Anna Nery. 2010; 14: 477- 84. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1414-81452010000300007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1414-81452010000300007</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Comin  FS, Santos MA, Souza LV. Vivências e discursos de mulheres mastectomizadas:  negociações e desafios do câncer de mama. Estudos de Psicologia.  2009; 14: 41-50. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2009000100006" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2009000100006</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Aureliano  WA. &quot;... e Deus criou a mulher&quot;: reconstruindo o corpo feminino na  experiência do câncer de mama. Estudos Feministas. 2009; 17:  49-70. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2009000100004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2009000100004</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Silva  G, Santos MA. &quot;Será que não vai acabar nunca?&quot;: perscrutando o  universo do pós-tratamento do câncer de mama. Texto &amp;  Contexto – Enfermagem. 2008; 17:561-8. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072008000300018" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072008000300018</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Tavares JSC, Trad LAB. Famílias de mulheres com câncer de mama: desafios  associados com o cuidado e os fatores de enfrentamento.  Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2009; 13:  395-408. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832009000200012" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832009000200012</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Tavares JSC, Trad LAB.  Metáforas e significado do câncer de mama na perspectiva de cinco famílias  afetadas. Cadernos de  Saúde Pública. 2005; 21:426-35. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2005000200009" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2005000200009</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Ferreira SMA, Panobianco MS, Gozzo TO, Almeida AM. A  sexualidade da mulher com câncer de mama: análise da produção científica de  enfermagem. Texto Contexto Enfermagem. 2013; 22: 835-42. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072013000300033" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072013000300033</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Conde  DM, Neto AMP, Júnior RF, Aldrighi JM. Qualidade de vida de mulheres com câncer  de mama. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2006;  28: 20-27. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032006000300010" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032006000300010</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Tavares JSC, Trad LAB. Estratégias de enfrentamento do câncer de mama: um  estudo de caso com famílias de mulheres mastectomizadas. Ciência &amp; Saúde Coletiva.  2010; 15: 1349-58. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000700044" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000700044</a></div>
  </li>
  <li>
    <div align="justify">Huguet PR, Morais SS, Osis MJD, Neto AMP, Gurgel MSC.  Qualidade de vida e sexualidade de mulheres tratadas de câncer de mama. Revista Brasileira de Ginecologia e  Obstetrícia. 2009; 31: 61-7. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032009000200003" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032009000200003</a></div>
  </li>
</ol>
<p align="justify">&nbsp;</p>
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