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<title>Untitled Document</title>
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<p><strong>Rev  Cuid 2014; 5(2): 806-12</strong><br />
  doi: <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121</em></a></p>
<p align="center" class="ax"><strong>USO  ABUSIVO DE ETÍLICOS POR SERVIDORES MILITARES: ABORDAGEM DE RECUPERAÇÃO EM CENTRO  DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA </strong></p>
<p align="center" class="ax"><strong>ABUSO DE ALCOHOL ENTRE  EMPLEADOS MILITARES: ENFOQUE DE RECUPERACIÓN EN CENTRO DE DEPENDENCIA QUÍMICA </strong></p>
<p align="center" class="ax"><strong>ABUSE OF ALCOHOL AMONG  MILITARY EMPLOYEES: RECOVERY APPROACH IN A CENTER OF CHEMICAL DEPENDENCY </strong></p>
<p align="center"><strong><em>Taísa  Diva Gomes Felippe<sup>1</sup>, Mauro Leonardo Salvador Caldeira dos Santos<sup>2</sup></em></strong><br />
  </p>
<p align="justify"><em><sup>1</sup></em><em>Enfermeira Mestranda  em Enfermagem, Universidade Federal Fluminense – EEAAC/UFF. Niterói Rio de  Janeiro, Brasil. Endereço: Estrada São João Caxias, lote 21 Quadras 02, Centro  São João de Meriti, Rio de Janeiro. Telefone: (55) 21 98590- 3707. E-mail: </em><a href="mailto:taisadiva@gmail.com"><em>taisadiva@gmail.com</em></a><br />
  <em><sup>2</sup></em><em>Enfermeiro, Professor  Doutor em Enfermagem, Universidade Federal Fluminense - EEAAC/UFF. </em><em>Niterói,  Rio de Janeiro, Brasil.</em></p>
<p align="justify"><strong><em>Histórico:</em></strong><em> Recibido: 20 de Mayo de 2014; Aceptado: 19 de Agosto de 2014</em></p>
<p align="justify"><strong><em>Cómo citar este  artículo:</em></strong><em> Felippe TD,  Santos ML.</em> <em>Uso  abusivo de etílicos por servidores militares: abordagem de recuperação em  centro de dependência química</em>.<strong> </strong><em>Rev Cuid. 2014; 5(2):806-12.</em> <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121</em></a><strong> </strong></p>
<p align="justify" class="d"><em>© 2014  Universidad de Santander. Este es un artículo de acceso abierto, distribuido  bajo los términos de la licencia Creative Commons Attribution (CC BY-NC 3.0),  que permite el uso ilimitado, distribución y reproducción en cualquier medio,  siempre que el autor original y la fuente sean debidamente citados.</em></p>
<p align="justify"><strong class="ax">RESUMO</strong><br />
</p>
<p align="justify"><strong>Introdução:</strong> O álcool é uma substância psicoativa com  propriedades que produzem dependência que tem sido amplamente utilizada em  muitas culturas ao longo dos séculos. O uso nocivo do álcool causa doença de  grande fardo social e econômico nas sociedades. O consumo abusivo  está classificado entre os dez comportamentos de maior risco à saúde na atualidade.  O presente estudo tem como objetivo<strong> </strong>identificar  as estratégias de educação em saúde para os usuários de etílicos em um serviço  militar. <strong>Materiais e Métodos: </strong>Revisão  integrativa de literatura realizada nas bases de dados  na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS): LILACS e SciELO, em publicações entre 2010 e 2014, totalizando cinco  artigos.<strong> Resultados: </strong>As estratégias  que se destacaram para abordagem de atendimento aos usuários de etílicos, foram  categorizados em importantes eixos temáticos. <strong>Discussão e Conclusões: </strong>A pesquisa  realizada confirma a necessidade de assegurar uma assistência direcionada ao  usuário de etílicos no serviço militar embasada através das evidências  científicas que descrevem as estratégias de abordagem para o tratamento dos  servidores militares como o acompanhamento e tratamento, assim como as etapas  utilizadas no grupo de apoio dos Alcoólicos Anônimos – AA, que foram empregadas  para minimizar os agravos decorrentes no ambiente de trabalho, tais métodos  podem ser adotados por outras esferas de saúde, ressaltando que ao ser tratado  no ambiente laboral o usuário de etílico além de expor o que motivou o uso  abusivo, como também busca o tratamento e percebe com o grupo de apoio que não  está só, e que é possível viver sem o álcool. <br />
</p>
<p align="justify"><strong>Palavras chave:</strong> Alcoolismo,  Saúde Mental, Militares, Enfermagem. (Fonte: DeCS BIREME).<br />
  <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121</em></a></p>
<p align="justify"><strong class="ax">RESUMEN</strong><br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Introducción:</strong> El alcohol es una substancia psicoactiva con  propiedades que producen dependencia y que ha sido ampliamente utilizado en  muchas culturas a lo largo de los siglos. El uso nocivo del alcohol causa  enfermedad de grande carga social y económica en las sociedades. El consumo  abusivo está clasificado entre los diez comportamientos de mayor riesgo para la  salud en la actualidad. El presente estudio tiene como objetivo identificar las  estrategias de educación en salud para los usuarios de alcohol en un servicio militar. <strong>Materiales  y Métodos:</strong> Revisión integrativa de la  literatura realizada en las bases de datos de la Biblioteca Virtual en Salud  (BVS): LILACS y SciELO, en publicaciones entre 2010 y 2014, para un total de  cinco artículos. <strong>Resultados:</strong> Las  estrategias que se destacaron para abordaje de atención a los usuarios de  alcohol fueron categorizadas en importantes ejes temáticos. <strong>Discusión y Conclusiones:</strong> La  investigación realizada confirma la necesidad de garantizar una atención  centrada al usuario de alcohol en el servicio militar a través de la evidencia  científica que describe las estrategias de acercamiento para el tratamiento de  los funcionarios militares como el seguimiento y el tratamiento, así como las  etapas utilizadas en el grupo de apoyo de Alcohólicos Anónimos - AA, que fueron  empleadas para minimizar los problemas que surgen en el lugar de trabajo, tales  métodos pueden ser adoptados por otras esferas de la salud, resaltando que al  ser tratado en el ambiente laboral, el usuario de alcohol, expone lo qué motivó  el uso abusivo, como también busca el tratamiento y percibe con el grupo de  apoyo que no está solo, y que es posible vivir sin alcohol.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Palabras  clave:</strong> Alcoholismo, Salud Mental,  Personal Militar, Enfermería. (Fuente:  DeCS BIREME).<br />
  <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121</em></a></p>
<p align="justify"><strong class="ax">ABSTRACT</strong><br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Introduction: </strong>Alcohol is a  psychoactive substance dependence-producing properties that have been widely  used in many cultures over the centuries. Harmful use of alcohol causes disease  large social and economic burden on societies. The abuse is ranked among the  top ten high-risk behaviors to health today. The present study aims at  identifying strategies for health education for users of ethyl in a military  service. <strong>Materials and Methods: </strong>Integrative  literature review conducted in the databases in the Virtual Health Library  (VHL): LILACS and SciELO, in publications between 2010 and 2014, totaling five  articles. <strong>Results:</strong> The strategies  that stood out to service users of ethyl approach were categorized into major  themes. <strong>Discussion and Conclusions:</strong> The survey confirms the need to ensure a user-centric care of ethyl grounded in  military service through the scientific evidence describing the strategies of  approach for the treatment of military employees as monitoring and treatment,  as well as the steps used support group of Alcoholics Anonymous - AA, which  were employed to minimize injuries arising in the workplace, such methods can  be adopted by other spheres of health, noting that while being treated in the  work environment of the user and exposes the ethyl, what motivated the abuse,  but also seeks to realize the treatment and support group that is not just, and  it is possible to live without alcohol.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Key  words</strong>: Alcoholism,  Mental Health, Military Personnel, Nursing. (Source:  DeCS BIREME).<br />
  <a href="http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121"><em>http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte.v5i2.121</em></a></p>
<p align="justify"><strong class="ax">INTRODUÇÃO</strong><br />
  </p>
<p align="justify">Conforme a Organização  Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está acima da  média mundial em&nbsp;consumo de bebidas  alcoólicas, e apresenta taxas superiores a mais de 140 países.  Segundo o levantamento, foram consumidos, em média, 8,7 litros de álcool por  ano, entre 2008 e 2010, no país. A média mundial calculada pela OMS é de 6,2  litros para maiores de 15 anos de idade (1). Nesse sentido, após divulgação  desses dados o consumo de bebida alcoólica pela população brasileira eleva o  grau de preocupação dos serviços de saúde quanto a prevenção dos agravos  provocados pelo uso abusivo.</p>
<p align="justify">O álcool é uma substância psicoativa com propriedades  produzem dependência que tem sido amplamente utilizada em muitas culturas ao  longo dos séculos. O uso nocivo do álcool causa doença de grande fardo social e  econômico nas sociedades. O consumo abusivo está classificado entre os  10 comportamentos de maior risco à saúde na atualidade (1). Ou seja, o consumo  de bebida alcoólica faz parte da cultura da sociedade brasileira como fato não  só aceito, mais frequentemente reforçado pela mídia. </p>
<p align="justify">O alcoolismo é definido  pelo Ministério da Saúde, como: bebedor moderado, alguém que utiliza a bebida  alcoólica sem dependência e sem problemas decorrentes de seu uso; o  bebedor-problema é considerado aquele que apresente qualquer tipo de problema  (físico, psíquico ou social) decorrente do consumo de álcool; e o dependente do  álcool, alguém que apresente estado psíquico e/ou físico caracterizado por  relações que incluem uma ingestão excessiva de álcool, de modo contínuo ou  periódico (2).</p>
<p align="justify">As esferas governamentais  reforçam que o alcoolismo é uma doença em percentual elevado frequente (3), sendo  crescente o consumo pelo  sexo masculino, o mesmo estudo aponta ainda, o aumento do consumo de acordo com  a escolaridade, sendo maior entre pessoas com mais de 12 anos de estudos do que  entre os que estudaram até oito anos – 20,1% e 15,9%, respectivamente (3). <br />
  Autores descrevem, que  o alcoolismo está relacionado aos estados  conjugais, parentais e econômicos, bem como o bairro, gênero, idade,  escolaridade, saúde física, hábitos de vida (tabagismo, níveis de atividade  física) e traços de personalidade, tudo isso contribuiu para o consumo de  álcool de alto risco (4).  Assim como as atividades laborais que apresentam riscos pessoais,  fatores estressores e pressões impostas por liderança apresentam maior  vulnerabilidade ao alcoolismo. Concomitantemente, consequências relacionadas ao  uso abusivo de álcool no trabalho estão associadas, como no serviço militar,  aonde apresentam fatores estressores e pressões de responsabilidades.<br />
  </p>
<p align="justify">Deste modo, a disciplina é a rigorosa  observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e  disposições que fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento  regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte  de todos e de cada um dos componentes desse organismo. A disciplina e o  respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida  entre militares da ativa, da reserva remunerada e reformados (5). <br />
  </p>
<p align="justify">Com base no exposto, o resgate de  informações referentes a abordagem de tratamento ao consumo de etílicos para a  classe de trabalhadores dos servidores militares, bem como as estratégias  adotadas que possam contribuir para problematizar uma realidade de assistência  em Saúde Pública na perspectiva do enfermeiro dentro desse classe laborativa.<br />
  </p>
<p align="justify">O objetivo deste artigo é identificar as  estratégias de educação em saúde para os usuários de etílicos em um serviço  militar, por meio de uma revisão de literatura publicada nos últimos cinco  anos. O estudo torna-se relevante já que os enfoques atuais da Organização  Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde visam minimizar os agravos a saúde  decorrentes do consumo abusivo de álcool, contextualizando a visão do  enfermeiro para o atendimento dos usuários de álcool nas estratégias em saúde.</p>
<p align="justify"><strong class="ax">MATERIAIS E MÉTODOS</strong> <br />
  </p>
<p align="justify">O método de pesquisa consiste numa revisão  integrativa da literatura, pois permite que o leitor  reconheça os profissionais que mais investigam determinado assunto, separar o  achado científico de opiniões e ideias, além de descrever o conhecimento no seu  estado atual, promovendo impacto sobre a prática clínica. Este método de  pesquisa proporciona aos profissionais de saúde dados relevantes de um  determinado assunto, em diferentes lugares e momentos, mantendo-os atualizados  e facilitando as mudanças na prática clínica como consequência da pesquisa (6). <br />
  </p>
<p align="justify">Nos  artigos e documentos que constavam da coleta de dados, buscaram-se os aspectos  que respondiam a seguinte questão norteadora: quais as estratégias utilizadas no serviço militar  para o uso abusivo de etílicos pelos servidores? <br />
  </p>
<p align="justify">A  coleta de dados foi realizada nas bases de dados na Biblioteca Virtual de Saúde  (BVS): Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e  Scientific Electronic Library Online (SciELO), sendo utilizado os seguintes  descritores: alcoolismo, enfermagem, militares, saúde mental.<br />
  </p>
<p align="justify">Os critérios de  inclusão foram: artigos nacionais publicados em periódicos, que constam no  recorte temporal entre 2010 e 2014 e em texto completo. Foram excluídos os  artigos que não tratavam especificamente da temática e os que não estavam na  íntegra (Figura 1).</p>
<p align="justify"><strong>Figura 1. Diagrama de fluxo dos artigos incluídos</strong></p>
<p align="justify"><img src="../Carpeta de Imagenes de html/Taisa/pagina06.jpg" width="445" height="608" /><br />
  <br />
  <em>Fonte: Diagrama produzido pelos autores para descrever  a coleta dos artigos nas bases de dados.</em><br />
</p>
<p align="justify">Para análise os  artigos foram lidos na íntegra e analisados conforme proposta do estudo possibilitando o agrupamento por  eixos temáticos (7). <br />
</p>
<p align="justify"><span class="ax"><strong>RESULTADOS E DISCUSSÃO</strong></span><strong> </strong><br />
</p>
<p align="justify">Os artigos  analisados foram agrupados em tabela 1, conforme  caracterização dos mesmos. Foram identificadas nas publicações a abordagem de  atuação no serviço militar para o uso abusivo de álcool no contexto de cada  produção e destacadas em coluna específica para melhor visualização. <br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Tabela 1: Publicações as quais aborde estratégias utilizadas no serviço  militar para o uso abusivo de álcool no período de 2010 a 2014. Niterói, 2014</strong></p>
<p align="justify"><img src="../Carpeta de Imagenes de html/Taisa/pagina29.jpg" width="680" height="695" /></p>
<p align="justify"><em>Fonte:</em> <em>Produzido  pelos autores a partir dos dados coletados dos artigos selecionados na busca  eletrônica, Niterói – RJ - 2014.</em> <br />
</p>
<p align="justify">A  totalidade dessa produção trata do alcoolismo em servidores militares no Centro  de Dependência Química (CEDEQ), o local é um serviço de tratamento psicossocial  de álcool e outras drogas do Corpo Militar da Marinha do Brasil, situado no  Hospital Central da Marinha. Tomando como base de investigação o servidor militar e o alcoolismo e  sua abordagem nas dependências militares cabe compreender o tratamento  realizado neste local, que é um ambulatório de tratamento aos dependentes  químicos pioneiro nas Forças Armadas Brasileira. (8-9).<br />
  </p>
<p align="justify">Sendo assim, os estudos  apontam para o serviço de tratamento de militares com problemas relacionado ao  alcoolismo e outras drogas. Descrevendo seu funcionamento em cinco etapas,  sendo um grupo terapia com enfoque psicodinâmico baseado no grupo de apoio dos  Alcoólicos anônimos (AA) (9).<br />
  </p>
<p align="justify">É importante salientar  que, os pacientes neste setor são acompanhados por duas classes de  profissionais a Psiquiatria e pelo Serviço Social, com tratamento em grupo  sendo dividido por sessões. Não havendo assim a presença de nenhum profissional  da enfermagem.<br />
  </p>
<p align="justify">Nesse grupo temático um  dos artigos, retrata a importância de alinhar as diretrizes da Política  Nacional sobre o Álcool, destacando a diretriz que refere as iniciativas de  prevenção ao uso prejudicial de bebidas alcoólicas no ambiente de trabalho (9).  Esse artigo faz um recorte da importância de se tratar o alcoolismo no ambiente  de trabalho, demostrando que o serviço militar se preocupa e faz-se representar  as instâncias de Políticas públicas de Saúde, visando um melhor ambiente de  trabalho, através da identificação e tratamento de servidores que sofrem com a  dependência química.<br />
  </p>
<p align="justify">No estudo as  autoras destacam a importância de abordagem de consumo de etílicos no espaço de  trabalho, dando início a avaliação sobre a extensão do uso de álcool entre os  trabalhadores da MB. Para tal, as autoras enfocam no artigo sobre os pacientes  militares da MB que participam do tratamento da dependência química no CEDEQ.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Fatores que favorecem o consumo de etílicos levando ao  alcoolismo</strong><br />
  </p>
<p align="justify">Nesse grupo  temático foram identificados em três artigos (10-12), dentre as variabilidades  dos fatores que favorecem o consumo elevado de bebidas alcoólicas se faz  presente os grupos sociais, ressaltando ainda que a predisposição genética se  faz presente com potencialidade para desenvolvimento da dependência.<br />
  </p>
<p align="justify">Os estudos  trazem a presença da bebida alcoólica como <em>cervejinha</em> e <em>caipirinha</em>, como um item normal com  fartura no cardápio de almoços semanais da instituição militar, sendo também  uma prática comum extraoficial, que é consumido por oficiais em grandes  demandas. (10). Por outro lado, reprime e pune o consumo durante as atividades  laborativas militares para as praças, ressaltando assim, a presença da  hierarquia, diferenciado dos oficiais que consomem a bebida alcoólica em livre  demanda sem sofrerem punições.<br />
  </p>
<p align="justify">O segundo do  grupo de artigos, aponta o tênue limite entre o permitido e o proibido aponta  para a sutil fronteira entre tradição e desvio, ficando o seu veredito à mercê  do exame subjetivo e do contexto vigente (11). A percepção inconstante sobre o  que é certo ou errado indica a existência de uma ambivalência institucional  relativa ao tema do consumo de álcool a bordo que se faz presente, ora  aplicando-se o regulamento: punindo; ora estimulando a adesão ao  &quot;copo&quot;: festejando; ora encaminhando o indivíduo para o Centro de  Dependência Química (CEDEQ): tratando; e, ora desligando-o do serviço ativo:  expurgando. <br />
  </p>
<p align="justify">O terceiro  artigo que aborda a temática descreve dados que revelam a natureza do ambiente  de trabalho da Marinha norte-americana, que conduz ao beber mais pesado para os  militares do que para os civis. O que também é remetido ao corpo de militares  da Marinha do Brasil, aonde muitos aspectos específicos dessa organização  militar contribuem para problemas com bebidas, incluindo os jovens recrutas que  alternam períodos de esforço e tédio (12). Além disso, o artigo apontou que há  uma cultura que enfatiza o beber como um mecanismo de alianças, recreação e  alívio de estresse.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong>A importância do tratamento do grupo de reabilitação  para os servidores militares</strong><br />
  </p>
<p align="justify">Apenas um  artigo dos selecionados, traz a voz do sujeito como janela de compreensão dos  pontos de relevância e importância do tratamento, apesar de prevalecer uma  visão na sociedade moderna da dependência química como transtorno mental,  importa conhecer quais vêm a ser as percepções desses sujeitos, dando relevo às  experiências subjetivas relativas aos seus &quot;processos mórbidos&quot; (13).<br />
  </p>
<p align="justify">O estudo tem o  viés de analisar como eles aderem ou não ao discurso vigente que modela as  categorias saúde e doença por meio de um conjunto de atividades. Podendo ser  observado que os servidores que fazem parte da terapia de grupo aderem por  compreender com os olhos abertos sua patologia e como adquirir tratamento (14).<br />
  </p>
<p align="justify">Para a sua  elucidação, cabe considerar o papel da cultura: A noção de cultura valoriza a  rede de significados, a construção social da realidade, a identificação do  arbitrário e a percepção das diferenças de visão de mundo e estilo de vida. Com  isso, as autoras ressaltam que os servidores que realizam a terapia declaram  que ser alcóolatra, em particular, significa ser dominado pelo álcool.  Precisando cada vez mais manter a sobriedade e o tratamento.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong class="ax">CONCLUSÕES</strong><br />
  </p>
<p align="justify">A pesquisa realizada  confirma a necessidade de assegurar uma assistência direcionada ao usuário de  etílicos no serviço militar embasada através das evidências científicas, com  vista a atuação do enfermeiro nessa área temática foi evidenciado que não  existe a participação integral dessa categoria profissional nos campos  militares que atuam diretamente com alcoolismo, assim como pesquisas  publicadas.<br />
  </p>
<p align="justify">As estratégias  de abordagem para o tratamento dos servidores militares como o acompanhamento e  tratamento, assim como as etapas utilizadas no grupo de apoio dos Alcoólicos  Anônimos – AA, foram empregadas para minimizar os agravos decorrentes no  decorrer do trabalho, os métodos utilizados evidenciados nos artigos estudados  podem ser adotados por outras esferas de saúde, ressalta que ao ser tratado no  ambiente laboral o usuário de etílico além de expor o que motivou o uso  abusivo, como também busca o tratamento e percebe com o grupo de apoio que não  está só, e que é possível viver sem o álcool. <br />
  </p>
<p align="justify">Apesar de  existirem várias pesquisas voltadas para o alcoolismo, o baixo número de  pesquisas realizadas sobre a temática em instituições militares, pode-se dizer  que há uma lacuna no conhecimento, ao se levar em consideração a importância da  mesma para a qualidade do cuidado prestado em todos os níveis de atenção. <br />
  Toma-se,  portanto, imperioso que se alavanquem estratégias de abordagem como as  mencionadas no estudo, como os grupos de apoio, acompanhamento no ambiente de  trabalho para minimizar agravos e sendo necessário afastamento para das  atividades laborais visando melhorar o quadro de saúde, para que ações  transformadoras sejam aplicadas nas políticas de atenção ao alcoolismo não  somente no serviço militar mais em todas as esferas de saúde e educação visando  a prevenção do uso abusivo de álcool.<br />
  </p>
<p align="justify">Assim, frente a  escassez de estudos acerca dessa temática, o presente estudo contribuirá  especialmente no que se refere a possibilidade de novas perspectivas para a  educação em saúde e atuação do enfermeiro e todo o campo profissional que atue  na prevenção do alcoolismo.<br />
  </p>
<p align="justify"><strong>Conflito de interesses: </strong>Os  autores declaram que não há conflito de interesses.<br />
  </p>
<p align="justify" class="ax"><strong>REFERÊNCIAS </strong></p>
<div align="justify">
  <ol>
    <li>Organização  Mundial de Saúde - OMS. Relatório Mundial sobre álcool e saúde 2014. Disponível  em:  <a href="http://www.who.int/substance_abuse/publications/global_alcohol_report/msb_gsr_2014_2.pdf?ua=1">http://www.who.int/substance_abuse/publications/global_alcohol_report/msb_gsr_2014_2.pdf?ua=1</a> [Citado  em 05 Ene 2014].</li>
    <li>Conferência  Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde: Declaração de Alma-Ata, 1978.  Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2004.</li>
    <li> Araújo  SS, Sá NN, Carvalho MG, Lima CM, Silva MM, Neto OL, et al. Perfil das  vítimas de violências e acidentes atendidas em serviços de urgência e  emergência selecionados em capitais brasileiras: Vigilância de Violências e  Acidentes, 2009. Epidemiol Serv Saúde 2012; 21(1): 21-30. </li>
    <li>Ministério da Saúde, Brasília 2007.  Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde. Decreto Presidencial No. 6.117. Aprova  a Política Nacional sobre o Álcool, dispõe sobre as medidas para redução do uso  indevido de álcool e sua associação com a violência e criminalidade e dá outras  providências. Disponível em: <a href="http://www.prosaude.org/pub/index.php">http://www.prosaude.org/pub/index.php</a> [Citado em  22 Mai 2007].</li>
    <li>Marchand A, Blanc ME. Ocupação, organização do trabalho Condições e abuso de  álcool no Canadá: Um Estudo Longitudinal de 8 anos . Subst. 2011.</li>
    <li>Brasil, Ministério da Defesa e  Segurança Pública 2013. Disponível em: <a href="http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2012/04/alistamento-militar-e-obrigatorio-a-todo-brasileiro-de-18-anos">http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2012/04/alistamento-militar-e-obrigatorio-a-todo-brasileiro-de-18-anos</a></li>
    <li>Barros  AJP. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.</li>
    <li>Lo  Biondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação crítica e  utilização. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.</li>
    <li>Ferreira  NSA. As pesquisas denominadas &ldquo;Estado da Arte&rdquo;. Educ Soc. 2002; 79: 257-72.</li>
    <li>Halpern EE, Leite LMC. A interseção entre os  trabalhadores marinheiros e O alcoolismo. Ver Pisicol Organ Trab 2013; 13 (2):  743-52. </li>
    <li> Halpern EE,  Leite LMC. Lei Seca no Mar: desafios preventivos na Marinha do Brasil. Arq Bras  Psicol 2010; 63 (2): 378-86. </li>
    <li>Halpern EE, Leite LMC. Decifrando os significados  dos comportamentos etílicos navais de pacientes militares. Arq Bras Psicol  2010; 62 (2): 90-8. </li>
    <li>Halpern EE, Leite LMC. A farda &ldquo;siri cozido&rdquo; e a  &ldquo;branquinha&rdquo;: narrativas de vida de um paciente militar alcoolista. Cad Psicol Soc Trab. 2012;  15 (1): 45. <a href="http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v15i1p65-80" target="_blank">http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v15i1p65-80</a></li>
    <li>Halpern EE, Leite LMC. Representações do  adoecimento e cura de pacientes do Centro de Dependência Química do Hospital  Central da Marinha. Ciênc Saúde Coletiva 2012; 17 (4): 360-7. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012000400029" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012000400029</a></li>
  </ol>
</div>
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</html>
