Resumo
Introdução: O envelhecimento populacional requer maior atenção à saúde,
pois a incidência de
internações e complicações aumenta, especialmente no caso de queimaduras. Assim, torna-se urgente
educar a população idosa sobre o autocuidado para prevenir complicações. Objetivo:
Construir e
validar uma cartilha educativa para orientar idosos sobre cuidados após queimaduras em contexto
domiciliar. Materiais e Métodos: Estudo metodológico realizado em quatro etapas:
levantamento
bibliográfico, construção da cartilha, validação por especialistas e avaliação com o público-alvo. Os
dados foram analisados com estatísticas descritivas e cálculo do Índice de Validade de Conteúdo.
Resultados: Participaram 23 especialistas com experiência em saúde do idoso, educação e
tecnologias,
e 23 idosos acompanhados por um centro especializado em queimaduras. A cartilha final, intitulada
“Protegendo sua pele: Orientação para cuidados após queimaduras”, possui 51 páginas e aborda temas
como classificação das queimaduras, primeiros cuidados, prevenção de acidentes e contatos úteis. O
índice de validade foi 1,0 entre os especialistas e 0,92 entre os idosos, indicando excelente aceitação
e
compreensão do conteúdo. Discussão: A cartilha responde às necessidades de educação em
saúde no
pós-alta de idosos queimados, destacando-se pela compreensão da tecnologia educativa pelo público-alvo,
linguagem acessível e conteúdo baseado em evidências. Conclusão: A tecnologia educativa
do tipo
cartilha apresentou validação adequada e elevado grau de compreensão pelos idosos, demonstrando
potencial para ser incorporada na prática de enfermagem como recurso educativo, promovendo o
autocuidado e a segurança da pessoa idosa no pós-alta hospitalar.
Palavras-Chave: Idoso; Queimaduras; Estudos de Validação; Prospecto
para Educação de Pacientes;
Educação do Paciente.
Abstract
Introduction: The aging population necessitates increased
healthcare
focus, as the incidence of hospitalizations and complications,
especially those related to burns, rises. Consequently, it is urgent to
educate the elderly on self-care to prevent severe complications.
Objective: To develop and validate an educational booklet to
guide elderly individuals in post-burn care at home. Materials and
Methods: This was a methodological study conducted in four stages:
literature review, booklet development, expert validation and target
audience evaluation. Data was analyzed using descriptive statistics
and the Content Validity Index. Results: A total of 23 experts with
experience in elderly health, education and technology and 23
elderly participants followed by a burn treatment center participated.
The final booklet, titled “Protecting Your Skin: Guidelines for Post-Burn
Care”, includes 51 pages and covers topics such as burn classification,
initial care, accident prevention and useful contacts. The content
validity index was 1.0 among experts and 0.92 among older adults,
indicating excellent acceptance and understanding of the content.
Discussion: The booklet addresses post-discharge of health education
needs of older adults with burns, standing out for the target audience’s
comprehension of educational technology, accessible language and
evidence-based content. Conclusion: The educational technology
in the form of a booklet demonstrated adequate validation and a
high level of understanding among older adults, showing potential
for incorporation into nursing practice as an educational resource,
promoting self-care and the safety of older adults in post-hospital
discharge care.
Keywords: Aged; Burns; Validation Studies; Patient
Education
Handout; Patient Education.
Resumen
Introducción: El envejecimiento de la población requiere mayor
atención sanitaria dado el aumento de
las hospitalizaciones y las complicaciones, especialmente en casos de quemaduras. Por lo tanto,
resulta
urgente educar a la población sobre el autocuidado para prevenir complicaciones.
Objetivo:
Construir
y validar un folleto educativo para guiar el conocimiento sobre el cuidado posterior a
quemaduras en el
hogar. Materiales y Métodos: Estudio metodológico realizado en cuatro etapas:
revisión
bibliográfica,
recopilación de datos, validación por expertos y evaluación con el público. Participaron 23
expertos
con experiencia en salud, educación y tecnologías, junto con 23 expertos de un centro
especializado en
quemaduras. Los datos se analizaron mediante estadística descriptiva y el cálculo del Índice de
Validez
de Contenido. Resultados: El folleto final, titulado "Protegiendo su piel: Guía
para el cuidado
posterior
a quemaduras", consta de 51 páginas y aborda temas como la clasificación de quemaduras, primeros
auxilios, prevención de accidentes y contactos útiles. El índice de validez fue de 1,0 entre los
expertos
y de 0,92 entre los usuarios, lo que indica una excelente aceptación y comprensión del
contenido.
Discusión: El folleto aborda las necesidades de educación sanitaria de las
víctimas de
quemaduras
tras el alta hospitalaria, haciendo hincapié en la comprensibilidad de la tecnología educativa
para el
público general, el lenguaje accesible y el contenido basado en la evidencia.
Conclusión: La
tecnología
educativa sobre el folleto muestra una validación adecuada y un alto grado de comprensión por
parte
de los pacientes, lo que demuestra su potencial para incorporarse a la práctica clínica como
recurso
educativo, promoviendo el autocuidado y la seguridad de las personas sanas tras el alta
hospitalaria.
Palabras Clave: Anciano; Quemaduras; Estudios de
Validación; Folleto Informativo para Pacientes;
Educación del Paciente.
Introdução
Nas últimas décadas, notou-se expressiva mudança demográfica na população global
e o
envelhecimento social tornou-se realidade cada vez mais presente. Estima-se que, em 2050, a
população
mundial de pessoas idosas terá dobrado, chegando à marca de 2,1 bilhões1. Esse crescimento
acelerado
da população idosa traz consigo desafios significativos para os sistemas de saúde, previdência
social e
políticas públicas voltadas para o bem-estar dessa faixa etária2.
Esse aumento demanda cuidados de saúde mais eficazes, especialmente devido ao
elevado índice
de internações e ao risco de complicações, como no caso das queimaduras3,4. Entre 2010 e 2019, a
taxa de mortalidade por queimaduras em idosos superou a da população geral, com destaque para
a Região Norte, onde houve aumento de 1.046,6% (1,35% para 15,48%)3. Esses números
ressaltam
a necessidade de sensibilização da população idosa sobre o autocuidado após queimaduras a fim
de evitar complicações graves e óbitos, principalmente em regiões de difícil acesso aos serviços
de
cuidados especializados.
Além disso, há casos de pessoas que já sofreram algum tipo de queimadura retomarem ao serviço de
saúde com o mesmo tipo de lesão5. Destaca-se assim, a importância da educação
em saúde para idosos
e familiares, com foco na cicatrização das queimaduras, na continuidade do cuidado e na
prevenção
de novas lesões6,7.
Para isso, o uso de tecnologias educacionais tem mostrado potencial para
favorecer o manejo adequado
de queimaduras e reduzir inconsistências de informações8. Assim, a construção de instrumentos
direcionados a esse público, portanto, não apenas favorece a cicatrização e a prevenção de novas
lesões, como também atende à necessidade global de promover estratégias educativas baseadas em
evidências que minimizem a carga de saúde e os impactos socioeconômicos das queimaduras em
diferentes contextos9.
Estudo conduzido em Nova York mostrou que a distribuição de kits educativos possibilitou redução
de 67% de pessoas idosas acometidas por queimaduras10. Outras tecnologias educativas foram
desenvolvidas para profissionais de saúde e familiares de pessoas idosas11,12. Dessa forma, a produção
de cartilha é a tecnologia preferencial para pessoas idosas e o conteúdo ser voltado ao paciente
aprender sobre sua condição de saúde pode favorecer a autonomia e centralização do cuidado do
indivíduo13.
Diante do exposto, o objetivo desse estudo foi construir e validar tecnologia educacional, do tipo
cartilha, para orientação de idosos no cuidado de queimaduras após alta hospitalar.
Materiais e Métodos
Estudo metodológico, desenvolvido em quatro etapas adaptadas de Echer14: levantamento
bibliográfico; construção da cartilha sobre orientação de idosos; validação da cartilha com experts
e validação com público-alvo. A pesquisa ocorreu entre julho e setembro de 2024 no Centro de
Tratamento de Queimados (CTQ) do hospital de referência no cuidado de queimaduras no estado do
Ceará.
O levantamento bibliográfico ocorreu por meio de revisão integrativa que utilizou estratégia PICO para
formular o questionamento de pesquisa: “Quais cuidados de enfermagem voltados ao paciente vítima
de queimaduras?”. As bases de dados escolhidas foram: Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde
(LILACS), Banco de Dados em Enfermagem (BDENF), Índice Bibliográfico Espanõl em Ciências de
la Salud (IBECS), Scientific Electronic Library Online (Scielo), Pan American Health Organization
(PAHO),
PubMed Cetral e Google Scholar.
Para a seleção dos estudos, foi conduzida triagem por meio da avaliação de títulos e
resumos por
dois pesquisadores distintos, utilizando programa de revisão gratuito para web, intitulado Rayyan
Qatar Computing Research Institute (Rayyan QCRI)15, devido ao seu potencial de agregar eficácia
e facilidade no processo de triagem dos artigos. Em seguida, foi feita leitura na íntegra dos artigos
que atenderam aos critérios de inclusão, que foram: pesquisas originais que respondiam à pergunta
norteadora, disponíveis eletronicamente na íntegra, em qualquer idioma e sem recorte temporal.
Como critérios de exclusão, foram descartadas teses, dissertações, cartas ao editor, notas de opinião e
estudos duplicados.
Com base nos resultados da revisão integrativa, iniciou-se a elaboração da cartilha em
colaboração com
um designer gráfico para auxiliar no desenvolvimento das ilustrações e na diagramação do material
educativo que foram adaptados para linguagem coloquial.
Para a validação utilizou-se como referencial metodológico os parâmetros propostos por
Alexandre
e Coluci16 para estudos de
validação de conteúdo em saúde, considerando os domínios de clareza,
pertinência, relevância e apresentação, com cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) ≥ 0,80.
Participaram da pesquisa profissionais do Centro de Tratamento de Queimados – CTQ, onde foram
priorizados experts com formação em enfermagem e experiência em saúde do idoso, tecnologias e
assistência a pacientes vítimas de queimaduras. Para isso, foi feito um primeiro contato através de
mecanismos de comunicação, como e-mail convidando-os a participar da validação. Vale ressaltar que,
para participar da pesquisa, foi adotado como critério que o expert de conteúdo atendesse o mínimo
de cinco pontos17.
O cálculo amostral foi realizado pela fórmula n=Za².P.(1−P)/e², sendo aplicado tanto para o grupo de
experts quanto para o público-alvo. Os parâmetros utilizados foram um nível de confiança de 95%,
uma proporção esperada de 85% e uma margem de erro de 15%. Para o grupo de experts, a amostra
foi ajustada para 24 participantes, com um acréscimo de 10% para mitigar a ausência de respostas.
A seleção dos experts foi realizada através da amostragem por bola de neve, onde os próprios
participantes indicam outros especialistas, um método ideal para encontrar profissionais em nichos
específicos18.
Foi enviada carta-convite para os endereços eletrônicos daqueles que preencheram os
critérios
estabelecidos. Após a aceitação, foram disponibilizados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE), a primeira versão da cartilha e o instrumento de avaliação adaptado19, via Google Forms. Os
experts avaliaram o material e sugeriram melhorias, que foram analisadas e incorporadas quando
pertinentes.
Ressalta-se que foi disponibilizado aos experts um período de 15 dias para responder à
avaliação da
cartilha. Para os participantes que não atenderam a esse prazo, foi realizado novo contato, concedendo
mais 15 dias, totalizando 30 dias para a devolutiva. Dois dias antes do prazo final, foi enviado um
e-mail para informar sobre o período restante para a devolutiva. Os participantes que não enviaram o
material até o prazo estipulado foram excluídos da pesquisa.
Os critérios de inclusão foram: idade ≥60 anos, histórico de queimadura em acompanhamento
ambulatorial no serviço, condução dos cuidados em regime domiciliar, alfabetização em português com
capacidade de leitura e compreensão do material ou presença do cuidador principal responsável
pelos cuidados domiciliares disposto a participar e estabilidade clínica no momento da avaliação.
Como critérios de exclusão, foram considerados: comprometimento cognitivo moderado a grave que
impedisse leitura/compreensão e alterações visuais ou auditivas não corrigíveis que impedissem a
leitura.
O rastreio dos idosos ocorreu no hospital, no momento do seu retorno ambulatorial. Foram
disponibilizadas duas cópias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), explicando a
pesquisa e solicitando a concordância para participação; uma cópia ficou com o participante e outra
com o pesquisador. Durante a coleta de dados, foi aplicado o roteiro estruturado desenvolvido pelo
autor, que caracteriza o perfil clínico, socioeconômico e demográfico dos participantes e leitura da
cartilha educativa. Em seguida, foi entregue a cartilha para leitura, não sendo estipulado tempo
máximo para essa ação. Nesse momento, o pesquisador ficou próximo ao participante caso houvesse
dúvidas ou questionamentos.
Após a leitura, foi solicitado o preenchimento do instrumento de coleta de dados. O
instrumento
foi adaptado19 para este
estudo e avaliou 12 itens, com foco na aparência e ilustração do material. As
respostas foram registradas em escala Likert de cinco pontos, de 'discordo totalmente' a 'concordo
totalmente'. Além disso, foi acrescentada pelo autor a opção de escrever uma opinião adicional, caso os
itens do instrumento não contemplassem completamente as sugestões do participante para a melhoria
da tecnologia.
Para a validação de conteúdo, foi utilizado o Índice de Validade de Conteúdo (IVC), com o
objetivo de
mensurar o nível de concordância entre os juízes em cada item avaliado. Considerou-se aceitável índice
mínimo de 0,80, sendo preferencial valores superiores a 0,90. O cálculo do IVC foi realizado por meio
da soma das respostas de concordância dos juízes, codificadas como 0 (inadequado), 1 (parcialmente
adequado) e 2 (adequado), dividido pelo número total de juízes16,20,21.
Para a tabulação e análise dos dados, empregaram-se o software Microsoft Excel for
Windows e o
programa Epi Info™, versão 7.0 para Windows, utilizando-se o teste binomial para verificar a
significância
da concordância entre os avaliadores. Os dados coletados encontram-se disponíveis em acesso aberto
na plataforma Mendeley Data22
assegurando transparência e reprodutibilidade dos resultados.
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Dr José Frota, sob
parecer nº
6.602.953, e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
Resultados
A versão inicial da cartilha foi validada por experts docentes e assistenciais com experiência na área
de saúde do idoso, saúde coletiva ou tecnologias. Participaram da validação do estudo 23 experts de
conteúdo expostos os dados de caracterização na Tabela 1
.
Tabela 1. Caracterização dos juízes especialistas. Ceará, Brasil, 2025. n= (23)
X
Tabela 1. Caracterização dos juízes especialistas. Ceará, Brasil, 2025. n=
(23)
|
Variáveis
|
% (n)
|
|
Idade, Média ± DP
|
50,00 ± 10,13
|
|
Faixa Etária
|
|
|
31 a 39 anos |
21,73 (5)
|
|
40 a 69 anos |
73,91 (17)
|
|
≥ 70 anos |
4,34 (1)
|
|
Sexo
|
|
|
Feminino |
69,55 (16)
|
|
Masculino |
30,42 (7)
|
|
Formação
|
|
|
Enfermagem
|
69,55 (16)
|
|
Fisioterapia |
8,69 (2)
|
|
Medicina
|
8,69 (2)
|
|
Nutrição |
4,34 (1)
|
|
Psicologia |
4,34 (1)
|
|
Terapia Ocupacional |
4,34 (1)
|
|
Tempo de Formação (em anos), Média ± DP
|
23,87 ± 10,54
|
|
Tempo em que trabalha na área (em anos), Média ± DP
|
17,26 ± 10,64
|
|
Titulação
|
|
|
Mestrado
|
34,78 (8)
|
|
Doutorado |
60,86 (14)
|
|
Pós-doutorado |
4,34 (1)
|
|
Área de Atuação
|
|
|
Assistência
|
34,77 (8)
|
|
Docência
|
13,04 (3)
|
|
Assistência e Docência
|
43,47 (10)
|
|
Docência e Tecnologias |
8,78 (2)
|
DP: Desvio padrão; n: número
Para avaliação da tecnologia com o público-alvo participaram da pesquisa 23
idosos, com intuito
de evitar empate nos itens avaliados, foram idosos vítimas de queimaduras e que estavam sendo
acompanhadas pelo CTQ. A Tabela 2 apresenta os dados de caracterização dos
idosos participantes.
Tabela 2. Caracterização do público-alvo da cartilha. Ceará, Brasil, 2025. n=
(23)
X
Tabela 2. Caracterização do público-alvo da cartilha. Ceará,
Brasil, 2025. n= (23)
|
Variáveis
|
%(n)
|
| Faixa Etária |
|
| Idade, Média ± DP |
65,22 ± 4,59
|
| 60 a
69 anos |
78,24 (18)
|
|
≥ 70 anos |
21,73 (5)
|
| Sexo |
|
|
Feminino
|
43,47 (10)
|
|
Masculino
|
56,51 (13)
|
| Cor/Raça |
|
| Parda
|
17,38 (4)
|
|
Branca
|
52,16 (12)
|
| Preta
|
26,08 (6)
|
| Não
informado
|
4,34 (1)
|
| Estado Civil |
|
|
Solteiro
|
13,04 (3)
|
|
Casado
|
52,16 (12)
|
|
Divorciado
|
17.38 (4)
|
|
Viúvo
|
21,73 (5)
|
| Ocupação |
|
|
Professor
|
8,69 (2)
|
|
Cozinheira
|
4,34 (1)
|
|
Costureira
|
4,34 (1)
|
|
Motorista
|
4,34 (1)
|
|
Doméstica
|
8,69 (2)
|
|
Agricultor/ Feirante
|
30,42 (7)
|
|
Autônomo
|
8,69 (2)
|
|
Aposentado
|
21,73 (5)
|
|
Empresário
|
4,34 (1)
|
|
Vendedor
|
4,34 (1)
|
| Renda Familiar |
|
|
1 salário mínimo
|
17,38 (4)
|
| 2
salários mínimos
|
82,59 (19)
|
| Meio que vive |
|
| Zona
Urbana
|
69,55 (16)
|
| Zona
Rural
|
30,42 (7)
|
| Tipo de Residência |
|
| Casa
|
86,94 (20)
|
|
Apartment
|
13,04 (3)
|
DP: Desvio padrão; n: número
A versão final da cartilha “Protegendo sua pele: Orientação para cuidados
após queimaduras”, apresenta
51 páginas, o que inclui capa, contracapa, ficha técnica, agradecimentos, sumário, sendo
a cartilha
elaborada em oito tópicos: 1) o que são queimaduras; 2) classificação das queimaduras;
3) primeiros
cuidados com a queimadura; 4) orientações e cuidados necessários; 5) dicas de como
evitar acidentes
domésticos; 6) mitos e verdades sobre queimaduras; 7) contatos importantes; e 8)
anotações sobre
retornos.
O objetivo primordial da cartilha foi reunir aspectos educacionais
voltados para o idoso que sofreu
algum tipo de queimadura, passou pelo processo de hospitalização e que necessita
retornar para o seu
domicílio.
A etapa de validação do material educativo envolveu a análise do
conteúdo por 23 experts, com o
objetivo de formar uma equipe multiprofissional, que incluíram: enfermeiros,
fisioterapeutas, médicos,
nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional.
A maioria dos experts eram enfermeiros (69,60%). Sexo feminino (69,60%)
e com experiência em
assistência e docência (43,52%), com idade entre 40 e 69 anos, (73,90%) com média de
50,00±10,13 anos.
Os juízes tinham em média 23,87±10,54 anos de formação. O perfil destes profissionais se
destaca pela
alta qualificação acadêmica, com 60,91% possuindo doutorado, e pela extensa experiência
profissional,
com média de 17,26 anos.
No processo de validação por meio do cálculo do IVC global, o mesmo
apresentou média de um ponto.
Portanto, de acordo com o ponto de corte do IVC recomendado pela literatura,
considera-se a cartilha
elaborada validada quanto ao conteúdo apresentado. A Tabela 3
demonstra os itens avaliados nesta
etapa.
Tabela 3. Distribuição da concordância dos experts acerca da
validação de conteúdo da cartilha
educativa sobre queimaduras. Ceará, Brasil, 2025. n= (23)
X
Tabela 3. Distribuição da concordância dos experts acerca
da validação de conteúdo da cartilha
educativa sobre queimaduras. Ceará, Brasil, 2025. n= (23)
|
Itens
|
%(n)
|
IVC
|
Valor p
|
|
Objetivos
|
|
|
|
|
1. Contempla tema proposto.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
2. Adequado ao processo de
ensino-aprendizagem.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
3. Esclarece possíveis dúvidas sobre o tema
abordado.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
4. Proporciona reflexão sobre o tema.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
5. Incentiva mudança de comportamento.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
Estrutura e apresentação
|
100 (23)
|
|
|
|
6. Linguagem adequada ao público-alvo.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
7. Linguagem apropriada ao material
educativo.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
8. Linguagem interativa.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
9. Informações corretas.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
10. Informações objetivas.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
11. Informações esclarecedoras.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
12. Informações necessárias.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
13. Sequência lógica das ideias.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
14. Tema atual.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
15. Tamanho do texto adequado.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
Relevância
|
|
|
|
|
16. A tecnologia estimula o aprendizado.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
17. Contribui para o conhecimento na área.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
|
18. Desperta interesse pelo tema.
|
100 (23)
|
1
|
1,000
|
IVC: Índice de Validade de Conteúdo do item; Valor p:
Teste Binomial; n: número
Os 18 itens avaliados dentro dos três domínios foram classificados como válidos.
Todos os itens
receberam 23(100%) respostas positivas. No entanto, apesar disso, conforme os
comentários e sugestões
dos experts, algumas modificações foram adotadas para melhorar a tecnologia
educacional.
Foram realizados 18 comentários/sugestões pelos experts. Todas as observações
subjetivas foram
agrupadas no domínio “Estrutura e Apresentação”. Doze sugestões foram acatadas e
seis não, conforme
discriminado na
Tabela 4.
Tabela 4. Principais observações feitas pelos juízes
especialistas. Ceará, Brasil, 2025
X
Tabela 4. Principais observações feitas pelos
juízes especialistas. Ceará, Brasil, 2025
|
Domínio
|
Sugestão
|
Avalação
|
|
Estrutura e
Apresentação
|
|
Reorganizar a ordem do tópico
rotinas de serviço, retornos e
curativo especial para o final da
cartilha.
|
Aceita
|
|
Acrescentar a necessidade da
vacinação DT em alguns casos.
|
Não Aceita
|
|
Trocar o “NÃO”, pois a população
pode não aceitar a orientação.
|
Aceita
|
|
Faltou contemplar a Reabilitação
Motora.
|
Não Aceita
|
|
Capa: reestruturar, para algo mais
formal.
|
Aceita
|
|
Substituição da gravura "foguinho"
por um profissional da saúde.
|
Não Aceita
|
|
Sugestão: colocar na primeira ou
segunda capa alguma linha do tipo
NOME DO IDOSO.
|
Aceita
|
|
Ressaltar a importância do
enfermeiro nesse contexto de
cuidado.
|
Não Aceita
|
|
Organizar mais a sequência dos
itens.
|
Aceita
|
|
Esclarecer sobre os tipos de
sabonetes.
|
Aceita
|
|
Esclarecer o que é considerado boa
alimentação e o que é hidratação no
item “Importante”.
|
Aceita
|
|
Colocar "roupas com proteção solar",
pois nem todos sabem o que é
proteção UV.
|
Aceita
|
|
Retirar os parênteses (coceira),
deixar mesmo a palavra fora dos
parênteses.
|
Aceita
|
|
Na página 26, mudar a frase "Esse
procedimento é feito com anestesia,
para antes da frase que fala que
evite coçar.
|
Aceita
|
|
Colocar uma página ao final da
cartilha, com a frase assim: "Se
tiver alguma dúvida que não foi
esclarecida
aqui, pergunte a um profissional
enfermeiro do serviço de saúde".
|
Aceita
|
|
Incluir fotos e imagens de
queimaduras reais, junto ao senhor
da página.
|
Não Aceita
|
|
Colocar o termo “FIQUE LIGADO” de
forma a ganhar mais destaque,
sugestão: colocar dentro de um
quadro.
|
Não Aceita
|
|
Na página 3, inserir a frase
“Conheça algumas rotinas do serviço"
após "Primeiros cuidados com a
queimadura".
|
Aceita
|
DT: Difteria e Tétano; UV: radiação
ultravioleta
A fase de avaliação da cartilha com o público-alvo
consistiu na análise da apresentação visual do material
por 23 idosos. A maioria dos avaliadores do público-alvo eram
agricultores ou feirantes (30,41%), sexo
masculino (56,50%), de cor/raça branca (52,23%), com idade entre 60 e 69
anos, (78,31%) com média de
65,22±4,59 anos. Além disso, a maioria dos pacientes eram casados
(52,23%), com renda de dois salários
mínimos (82,66%), residentes da zona urbana da cidade (69,60%). A Table 5 apresenta a distribuição
da concordância do público-alvo sobre a cartilha educativa.
Tabela 5. Distribuição da concordância do
público-alvo acerca da avaliação de conteúdo da
cartilha educativa sobre queimaduras. Ceará, Brasil,
2025. n= (23)
X
Tabela 5. Distribuição da concordância do
público-alvo acerca da avaliação de conteúdo
da
cartilha educativa sobre queimaduras. Ceará,
Brasil, 2025. n= (23)
| Itens |
% (n) |
IVC |
Valor p |
| 1. As ilustrações
estão adequadas para
o público-alvo.
|
100 (23) |
1 |
1,000 |
| 2. As ilustrações
são claras e
transmitem
facilidade de
compreensão. |
95,65 (22) |
0,95 |
0,976 |
| 3. As ilustrações
são relevantes para
compreensão do
conteúdo pelo
público-alvo. |
86,95 (20) |
0,86 |
0,692 |
| 4. As cores das
ilustrações estão
adequadas para o
tipo de material.
|
91,30 (21) |
0,91 |
0,879 |
| 5. As formas das
ilustrações estão
adequadas para o
tipo de material.
|
82,60 (19) |
0,82 |
0,460 |
| 6. As ilustrações
retratam o cotidiano
do público-alvo da
intervenção. |
86,95 (20) |
0,86 |
0,692 |
| 7. A disposição das
figuras está em
harmonia com o
texto.
|
95,65 (22) |
0,95 |
0,976 |
| 8. As figuras
utilizadas elucidam
o conteúdo do
material educativo.
|
95,65 (22) |
0,95 |
0,976 |
| 9. As ilustrações
ajudam na exposição
da temática e estão
em uma sequência
lógica.
|
100 (23) |
1 |
1,000. |
| 10. As ilustrações
estão em quantidade
adequadas no
material educativo.
|
91,30 (21) |
0,91 |
0,879 |
| 11. As ilustrações
estão em tamanhos
adequados no
material educativo.
|
91,30 (21) |
0,91 |
0,879 |
| 12. As ilustrações
ajudam na mudança de
comportamentos e
atitudes do público
alvo.
|
100 (23) |
1 |
1,000 |
IVC: Índice de Validade de Conteúdo do
item; n: número; Valor p: Teste
Binomial
No processo de validação do público-alvo, por
meio do cálculo do IVC, o mesmo apresentou média de
0,92 pontos, sendo considerada validada de acordo com o ponto de
corte. Por fim, a cartilha validada
contempla tópicos importantes que abordam as orientações e os
cuidados essenciais para os primeiros
dias após a queimadura e a alta hospitalar.
Discussão
A cartilha mostrou ser uma ferramenta educacional
para promover o autocuidado e prevenir novas
lesões em idosos. A literatura destaca que intervenções
educativas são essenciais para melhorar a adesão ao tratamento e
minimizar complicações em populações vulneráveis, como os idosos
vítimas
de queimaduras23.
O envelhecimento populacional impõe desafios adicionais à
reabilitação e independência funcional
após queimaduras, uma vez que fatores como perda da elasticidade
da pele, comorbidades e menor
capacidade de cicatrização comprometem a
recuperação24. A cartilha
desenvolvida abordou essas
questões, fornecendo orientações claras sobre mobilidade,
hidratação, proteção solar e manejo da dor,
aspectos críticos para a recuperação e qualidade de vida desses
pacientes25-28.
Além disso, a cartilha incorporou diretrizes para a prevenção de
queimaduras, uma necessidade
documentada na literatura, dado o elevado risco de acidentes
domésticos nessa população29. A
adaptação do ambiente domiciliar, o uso adequado de equipamentos
de segurança e a educação de
cuidadores são medidas essenciais para minimizar esses riscos.
Estudos indicam que intervenções
estruturadas, como materiais educativos, contribuem
significativamente para a redução de eventos
adversos e hospitalizações relacionadas a queimaduras em
idosos30.
Aspectos emocionais e sociais afetados como
sentimentos de desmembração, desordem de identidade,
ansiedade em relação ao mundo social são explorados na cartilha
que encoraja promoção de atividades
sociais e de lazer adaptadas às limitações do idoso com devida
atenção aos sinais de depressão ou
ansiedade, o mais precoce possível31,32.
Estudo desenvolvido em hospital terciário na Índia com pacientes
queimados, foi possível avaliar a
frequência de depressão, ansiedade e estresse em pacientes
pós-queimadura e sua associação com
autoestima e apoio social. Os resultados indicaram que 5,3% dos
participantes apresentaram depressão
moderada, 6,4% ansiedade moderada e 8,5% estresse moderado.
Esses achados reforçam que
intervenções podem promover a autoestima e o apoio social para
reduzir os sintomas de depressão,
ansiedade e estresse em pacientes pós-queimadura33.
Em consonância, a cartilha desenvolvida neste
estudo incluem orientações para incentivo a atividades sociais e
de lazer adaptadas às limitações do
idoso, com atenção precoce a sinais de depressão ou ansiedade,
buscando promover a integração
social, o autocuidado e a saúde mental desse grupo.
A validação da cartilha por juízes e pelo
público-alvo reforçou sua aplicabilidade prática, com altos
índices de aceitação e compreensão. O Índice de Validade de
Conteúdo (IVC) global de 1,0 entre os
experts e de 0,92 entre os idosos sugere que a cartilha atende
aos critérios de clareza, relevância e
aplicabilidade clínica, sendo um recurso promissor para a
educação em saúde nessa população.
Outro estudo voltado à construção e validação de
uma cartilha educativa para idosos, com foco na
higiene do sono, utilizou metodologia semelhante, com validação
junto a especialistas e ao públicoalvo,
também apresentando elevado IVC, de 0,95. Embora o tema abordado
fosse distinto, os resultados
convergem com os deste estudo ao evidenciar a efetividade de
materiais impressos como ferramentas
acessíveis e compreensíveis para o público idoso34.
Quanto à avaliação com público-alvo, outro
estudo voltado à validação de cartilha para pacientes
queimados, utilizou uma estratégia distinta, baseada em relatos
de pacientes e avaliação por meio de
entrevistas e grupo focal. Embora metodologicamente diferente,
esse estudo também obteve resultados
satisfatórios quanto à aceitação e utilidade do material entre
pacientes, reforçando a importância de
tecnologias educacionais voltadas à reabilitação de pessoas
acometidas por queimaduras, incluindo o
público idoso35.
Evidências de um ensaio clínico conduzido no Irã
mostraram que programas de educação multimídia,
mediados pelo aplicativo WhatsApp no período pós-alta,
contribuíram para a melhora da qualidade de vida de pacientes
com queimaduras. Esses resultados sugerem que intervenções
educativas
que integram componentes informativos e de reabilitação
favorecem o bem-estar e a recuperação
dos indivíduos36. Em
consonância, o presente estudo destaca que a cartilha educativa
validada
pode constituir-se em um recurso promotor de autonomia para
idosos, auxiliando na prevenção de
complicações e no fortalecimento do bem-estar dessa população.
O conteúdo da cartilha está apresentado em
linguagem simples e acessível, sem termos científicos,
com frases curtas e diretas. A organização em listas e tópicos
facilita a leitura, e a inclusão de exemplos
e casos práticos ilustra a aplicação das orientações no dia a
dia dos idosos37. As
orientações destacadas
na literatura buscam garantir que a cartilha seja eficaz e
acessível, promovendo o autocuidado e a saúde
dos idosos após a alta hospitalar, alinhadas à abordagem
centrada no usuário.
Sabe-se que materiais educativos destinados a
idosos apresentam melhor eficácia quando utilizam
linguagem simples, frases curtas, organização em listas ou
tópicos, uso de ilustrações e exemplos
práticos.
Estudo quase-experimental realizado em centros
comunitários rurais de Taiwan, demonstrou que
materiais educativos elaborados segundo o modelo "EZ to
Read", com linguagem simplificada, frases
curtas, layout acessível e recursos visuais adequados,
resultaram em melhora significativa de idosos.
Esses achados evidenciam que formatos educativos adaptados às
características cognitivas e sensoriais
da população idosa favorecem a compreensão da informação e sua
aplicação no cotidiano, uma vez
que é desenvolvido para facilitar a leitura de pessoas com baixo
nível de escolaridade, limitações
cognitivas ou idosos38. Em
consonância, a cartilha validada no presente estudo foi
construída com base
em princípios semelhantes, utilizando linguagem clara,
organização em tópicos e exemplos práticos. Tal
abordagem reforça o potencial da cartilha para promover a
autonomia do idoso no manejo domiciliar
dos cuidados pós-queimadura, contribuindo para a prevenção de
complicações e para a promoção do
bem-estar dessa população.
Acredita-se que o desenvolvimento da cartilha por pesquisadores
que atuam no centro de queimados
de um hospital de referência facilitou o processo de construção
com um olhar direcionado às orientações
desenvolvidas por enfermeiros e as demandas educativas de idosos
e familiares.
A implementação dessa tecnologia educacional nos serviços de
saúde pode ampliar o suporte
oferecido a idosos queimados e seus cuidadores, o que fortalece
a continuidade do cuidado pós-alta.
O envolvimento de enfermeiros educadores nesse processo é
essencial, garantindo que os pacientes
recebam informações adequadas e possam aplicar corretamente as
orientações no contexto domiciliar39.
Destaca-se assim que os enfermeiros desempenham
um papel ativo ao avaliar as necessidades do
paciente queimado, planejar um treinamento individualizado e
garantir sua eficácia. Com isso, a cartilha
compõe temáticas importantes a serem trabalhadas no idoso
queimado hospitalizado e pode auxiliar
o enfermeiro na educação pré-alta, que é essencial para a
adaptação à recuperação e à nova rotina40.
Dessa forma, este estudo contribui para a
literatura sobre tecnologias educacionais aplicadas à
enfermagem geriátrica, oferecendo um modelo de intervenção
validado que pode ser incorporado a
programas de reabilitação e prevenção de queimaduras em idosos.
Estudos futuros podem explorar a
eficácia da cartilha em diferentes contextos e sua adaptação
para plataformas digitais, ampliando seu
alcance e impacto na assistência a essa população.
Quantos as limitações apontam-se que a validação foi realizada
em um único centro especializado, o
que pode limitar a generalização dos achados, pois os achados
pertencem a um contexto sociocultural.
A rede de contatos dos pesquisadores alcançada pela bola de neve
pode ter influenciado positivamente os resultados e elevado os
índices de validação. Adicionalmente, a ausência de um
acompanhamento
longitudinal impossibilitou a avaliação do impacto da cartilha
na mudança de comportamento, adesão
às orientações e prevenção de novas queimaduras após a alta
hospitalar.
Conclusões
Conclui-se que a tecnologia educativa do tipo
cartilha alcançou seu objetivo ao construir e validar de
forma adequada uma cartilha educativa para orientar idosos sobre
cuidados após queimaduras em
ambiente domiciliar. A cartilha “Protegendo sua pele: Orientação
para cuidados após queimaduras”,
foi desenvolvida com base em evidências científicas e apresentou
relevância, clareza e adequação por
meio do processo de validação com especialistas e público-alvo.
A validação confirmou que o material é claro,
objetivo e funcional para a sua finalidade, o que
representa uma ferramenta eficaz para a educação em saúde. O uso
desta cartilha tem o potencial de
capacitar a população idosa para o autocuidado e ser incorporada
na prática de enfermagem como
recurso educativo, o que auxilia a promoção do autocuidado e a
segurança da pessoa idosa no pós-alta
hospitalar.
Recomenda-se que pesquisas futuras investiguem a
efetividade da cartilha na prática clínica, bem como
a sua aplicabilidade em diferentes contextos e formatos (por
exemplo, digital), para maximizar o seu
impacto e alcance.
Conflitos de interesse:
Declaração não haver conflito de interesse.
Financiamento: Não teve financiamento.
Contribuições dos autores: MACM:
Organização de dados; Análise formal; Pesquisa; Metodologia;
Gestão do projeto; Captação de recursos; Validação;
Visualização; Redação – elaboração do rascunho
original; Redação – revisão e edição. ODB: Redação – elaboração
do rascunho original; Redação –
revisão e edição. JSDS: Redação – elaboração do rascunho
original; Redação – revisão e edição. ACSM:
Redação – elaboração do rascunho original; Redação – revisão e
edição. LCdS: Redação – elaboração
do rascunho original; Redação – revisão e edição. AFLC:
Validação; Visualização; Redação – elaboração
do rascunho original; Redação – revisão e edição. LMB:
Validação; Visualização; Redação – elaboração
do rascunho original; Redação – revisão e edição. NMF: Pesquisa;
Metodologia; Gestão do projeto;
Captação de recursos; Supervisão; Validação; Redação –
elaboração do rascunho original; Redação –
revisão e edição.
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