Distribución espacial de las tasas de violencia contra gestantes en Brasil en 2023
DOI:
https://doi.org/10.15649/cuidarte.5584Palabras clave:
Epidemiología, Mujeres Embarazadas, Notificación, Salud de la Mujer, ViolenciaResumen
Introducción: La violencia contra gestantes es un problema de salud pública multifactorial que puede agravar la salud materna y fetal, siendo relevante su análisis para la comprensión del fenómeno. Objetivo: Describir la distribución espacial de las tasas de notificaciones de violencia contra gestantes en Brasil. Materiales y Métodos: Estudio ecológico de corte transversal de las tasas de notificación de violencia contra mujeres embarazadas residentes en Brasil ocurridas en 2023, obtenidas a partir del Sistema de Información de Enfermedades de Notificación, con datos extraídos en marzo de 2025. Se realizó la distribución espacial de las tasas de notificación de violencia contra mujeres embarazadas según indicadores socioeconómicos (raza/color de piel, grupo etario y nivel educativo). Para el análisis espacial se emplearon los índices de Moran Global y Local, considerando las regiones inmediatas como unidades de análisis. Resultados: La tasa de notificación de violencia contra mujeres embarazadas en Brasil fue de 7,82 por cada 1.000 nacidos vivos (19.851 notificaciones). Los estados de Amazonas, Roraima, Acre, Mato Grosso do Sul y Paraná se destacaron por presentar tasas elevadas. Se observó mayor ocurrencia en mujeres de raza/color de piel parda, amarilla e indígena, así como en aquellas menores de 20 años y con bajo nivel educativo. Discusión: Brasil está marcado por disparidades regionales, las cuales se reflejan en los indicadores de violencia contra mujeres embarazadas. Conclusión: La violencia contra mujeres embarazadas está presente en todo el país, afectando a todos los grupos de raza/color de piel, edades y niveles educativos. Sin embargo, se identificaron variaciones y especificidades entre las regiones. De este modo, los datos obtenidos representan una fuente relevante de información y pueden subsidiar la planificación e implementación de intervenciones.
Como citar este artículo: Semezatto, Rayssa Milena Palasi; Silva, Maria Luiza Melo da; Azevedo, Lays Silva de; Melo, Emiliana Cristina; Oliveira, Rosana Rosseto de. Distribuição espacial das taxas de violência contra gestantes no Brasil em 2023. Revista Cuidarte. 2026;17(2):e5584. https://doi.org/10.15649/cuidarte.5584
Referencias
United Nations Office on Drugs and Crime. Gender-related killings of women and girls (femicide/feminicide): Global estimates of female intimate partner/family related homicides in 2022. [Internet] 2023. [cited 2024 November 22]. Available from: https://www.unwomen.org/sites/default/files/2023-11/gender-related-killings-of-women-and-girls-femicide-feminicide-global-estimates-2022-en.pdf
Defilipo EC, Chagas OS de C, Ribeiro LC. Violência contra gestante e fatores associados no município de Governador Valadares. Rev Saúde Pública. 020;54:135. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2020054002491
Soares MQ, Melo CM de, Pinto IV, Bevilacqua PD. Mortalidade de mulheres com notificação de violência durante a gravidez no Brasil: um estudo caso-controle. Cadernos de Saúde Pública. 2023;39(10):e00012823. https://doi.org/10.1590/0102-311XPT012823
Colonese CF, Pinto LW. Análise das notificações de violência contra gestante no Brasil no período de 2011 até 2018. Texto & Contexto-Enfermagem. 2022;31:e20210180. https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2021-0180
Pinto IV, Bernal RTI, Souza, M de FM de, Malta DC. Fatores associados ao óbito de mulheres com notificação de violência por parceiro íntimo no Brasil. Ciênc. saúde coletiva. 2021;26(3):975-985. https://doi.org/10.1590/1413-81232021263.00132021
Leite TH, Marques ES, Corrêa RG, Leal M do C, Olegário B da CD, Costa RM da, et al. Epidemiologia da violência obstétrica: uma revisão narrativa do contexto brasileiro. Ciênc. saúde coletiva. 2024;29(09):e12222023. https://doi.org/10.1590/1413-81232024299.12222023
Román-Gálvez RM, Martín-Peláez S, Fernández-Félix BM, Zamora J, Khan KS, Bueno- Cavanillas A. Worldwide Prevalence of Intimate Partner Violence in Pregnancy. A Systematic Review and Meta-Analysis. Frontiers in public health. 2021;9:738459. https://doi.org/10.3389/fpubh.2021.738459
Miranda VIA, Meller F de O, Schãfer AA, Soratto J, Tomasi CD, Coll C de VN, et al. Violência por parceiro íntimo durante a gestação e qualidade de vida no Sul do Brasil: estudo transversal, 2022. Epidemiol. Serv. Saúde. 2022;33:e2023993. https://doi.org/10.1590/S2237-96222024v33e2023993.pt
Gava FDM. Violência contra gestante no Brasil e regiões em 2019: estudo ecológico. [Dissertação Mestrado Profissional]. Criciúma (SC): Universidade do Extremo Sul Catarinense; 2023. http://repositorio.unesc.net/handle/1/10764
Silva R de P, Leite FMC. Violências por parceiro íntimo na gestação: prevalências e fatores associados. Rev. Saúde Pública. 2020;54:97. 22024;6:1444111. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2020054002103
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cidades e Estados. Consulta: Maio 17, 2025.
Moroskoski M, Brito FAM de, Oliveira RR de. Tendência temporal e distribuição espacial dos casos de violência letal contra mulheres no Brasil. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2022;30:e3609. https://doi.org/10.1590/1518-8345.5613.3609
Moreira KFA, Bicalho BO, Moreira TL. Violência sexual contra mulheres em idade fértil na região norte do Brasil. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2020;12(3):e2826. https://doi.org/10.25248/reas.e2826.2020
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). IBGE divulga nova divisão territorial com foco nas articulações regionais. Consulta: Abril 30, 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/10515-ibge-divulga-nova-divisao-territorial-com-foco-nas-articulacoes-regionais
Silva LA de, Silva MLM da, Semezatto RMP; Oliveira RR de. Banco de dados: violência contra gestantes. Mendeley Data. 2025. 2021;21(4):804–10. https://doi.org/10.17632/kx5pcgszx3.1
Barzola Mancha MK, Moquillaza Alcántara VH, Diaz Tinoco CM. Violencia doméstica durante el embarazo en un hospital especializado del Perú: Prevalencia y factores asociados. Rev. chil. obstet. ginecol. [online]. 2020, vol.85, n.6, pp.641-653. ISSN 0048-766X. https://www.scielo.cl/pdf/rchog/v85n6/0717-7526-rchog-85-06-0641.pdf
Wallace M, Gillispie-Bell V, Cruz K, Davis K, Vilda D. Homicide during pregnancy and the postpartum period in the United States, 2018-2019. Obstet Gynecol. 2021;138(5):762-769. https://doi.org/10.1097/AOG.0000000000004567
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -Ipea. Dinâmicas da violência e da criminalidade na Região Norte do Brasil. Brasília: Ipea; 2024. Consulta: Abril 30, 2025. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/entities/book/23fbdcd5-e870-48b9-8da4-34d735712d2a
Senado Federal. Comparativo Nacional de Violência contra a Mulher. Brasília: Senado Federal, 2024. Consulta: Abril 30, 2025. Disponível em: https://www.senado.leg.br/institucional/datasenado/relatorio_online/pesquisa_violencia_domestica/2024/interativo.html#comparativo-nacional-de-viol%C3%AAncia-contra-a-mulher
Lacerda DF, Azevedo MN de. Violência por parceiros íntimos em pessoas transgênero no Brasil: estudo transversal, 2015-2021. Epidemiol Serv Saúde. 2024;33(1):e2024386. https://www.scielosp.org/article/ress/2024.v33nspe1/e2024386/pt/
Stochero L, Wernersbach-Pinto L. Eu sofria calada e certamente toda mulher é assim - Silenciamentos: reproduções e rupturas da violência contra as mulheres que vivem em contextos rurais. Ciênc saúde coletiva. 2024;29(7):e025222024. https://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/eu-sofria-calada-e-certamente-toda-mulher-e-assim-silenciamentosreproducoes-e-rupturas-da-violencia-contra-as-mulheres-que-vivem-em-contextos-rurais/19077
Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Norte e Nordeste apresentam os piores índices do sistema de saúde, segundo pesquisa do IEPS. 2022. Atualizado em: 2 maio 2024. Consulta: Junho 14, 2025. Disponível em: https://ieps.org.br/norte-e-nordeste-apresentampiores-indices-do-sistema-de-saude-segundo-pesquisa-do-ieps
Pitombeira DF, Oliveira LC de. Pobreza e desigualdades sociais: tensões entre direitos, austeridade e suas implicações na atenção primária. Ciênc. saúde coletiva. 2020;25(5):1699-708. https://doi.org/10.1590/1413-81232020255.33972019
Cerqueira DRC, Bueno S, coordenadores. Atlas da violência 2025. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP);2025. Consulta: Junho 13, 2025. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17165
Moroskoski M, Brito FAM de, Queiroz RO, Higarashi IH, Oliveira RR de. Aumento da violência física contra a mulher perpetrada pelo parceiro íntimo: uma análise de tendência. Ciênc. saúde coletiva. 2021;26:4993-5002. https://doi.org/10.1590/1413-812320212611.3.02602020
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil. 2021. Consulta: Maio 6, 2025. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/25844-desigualdades-sociais-por-cor-ou-raca.html
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo 2022: taxa de analfabetismo cai de 9,6% para 7,0% em 12 anos, mas as desigualdades persistem. 2024. Consulta: Maio 6, 2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas/brasil/2848-nosso-povo/22320-alfabetizacao.html
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cor ou raça. Educa Jovens. Consulta: Maio 6, 2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18319-cor-ou-raca.html
Kristiensen I, Caetano SO de. Violência sexual contra a mulher indígena brasileira: a história construída na dor infringida aos seus corpos do passado colonial à contemporaneidade. Lampiar. 2024;3(1). https://periodicos.apps.uern.br/index.php/LAMP/article/view/5875/4154
Soares LSA, Teixeira EC. Dependência econômica e violência doméstica conjugal no Brasil. Planejamento e políticas públicas. 2022:61. https://doi.org/10.38116/ppp61art9
Oliveira APF, Silva SMC, Campeiz AB, Oliveira WA de, Silva MAI, Carlos DM. Violência nas relações íntimas entre adolescentes de região de alta vulnerabilidade social. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2021;29:e3499. https://doi.org/10.1590/1518-8345.5353.3499
Cargnin JSS, Luna JS, Aguiar DM de, Rodrigues BTC, Filho AA de A, Silveira RP. Violência sexual em mulheres na Amazônia Ocidental. Rev. Saúde Pública. 2021;55:92. https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2021055003069
Prates LF de L, Silva MLM, Moroskoski M, de Oliveira NN, Silva M de AP, Melo EC, et al. Tendência temporal e distribuição espacial das taxas de vias de parto, segundo características maternas no Brasil, entre 2011 e 2020. Rev. Contexto & Saúde. 2024;24:48. https://doi.org/10.21527/2176-7114.2024.48.13873
Silva WKO, Brandão BML da S, Araújo-Monteiro GKN de, Pereira FA, Dantas AMN, Souto RQ, et al. Violência doméstica e gestação: estudo descritivo em unidade pré-natal. As Várias Faces de Eva: o feminino na contemporaneidade. Editora Científica Digital. 2022;195-209. https://www.editoracientifica.com.br/books/chapter/220509005
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Cuidarte

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Journal Cuidarte, scientific publication of open access, is licensed under a Creative Commons Attribution (CC BY-NC), which permits use, distribution and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited and is not used for commercial purposes.
Any other form of use such as reproduction, transformation, public communication or distribution, for profit, requires the prior authorization of the University of Santander UDES.
The names and e-mail addresses entered in the Journal Cuidarte will be used exclusively for the purposes stated by this magazine and will not be available for any other purpose or other person.
The articles published in the Journal Cuidarte represent the criteria of their authors and do not necessarily constitute the official opinion of the University of Santander UDES.

