Estigma e baixa visão. Uma análise das experiências e sentimentos

Autores

  • Diana Cristina Palencia Flórez Universidad Santo Tomás, Bucaramanga, Colombia. https://orcid.org/0000-0003-0915-3348
    • María del Pilar Oviedo Cáceres Universidad Santo Tomás, Bucaramanga, Colombia.

      DOI:

      https://doi.org/10.15649/cuidarte.3974

      Palavras-chave:

      Estigma Social, Estereotipagem, Autoimagem, Qualidade de Vida, Saúde Mental

      Resumo

      Introdução: A baixa visão é uma deficiência sensorial que restringe a execução autônoma das atividades da vida diária, o que impacta negativamente a qualidade de vida e favorece o surgimento do estigma. Objetivo: Explorar as experiências e os sentimentos sobre o estigma vivenciados por pessoas com baixa visão a fim de fornecer elementos que favoreçam sua compreensão no âmbito de um processo de atenção integral à saúde. Materiais e Métodos: Estudo fenomenológico, por meio de entrevistas em profundidade com 10 pessoas com baixa visão selecionadas conforme sua conveniência. Resultados: Os relatos mostram que as experiências associadas ao processo de estigmatização incluem: a falta de diferenciação entre pessoas cegas e com baixa visão, sinalização deficiente, práticas culturais e comunicativas baseadas no ocularcentrismo. Com relação aos sentimentos, o autoconceito ruim, que desencadeia o isolamento social, é o mais importante. Por fim, as estratégias consideradas são a criação de redes de apoio, o fornecimento de apoio psicossocial, o incentivo à adaptação de espaços físicos e a promoção da reestruturação organizacional em instituições educacionais e empresas. Discussão: O estigma associado à baixa visão é o resultado de um conjunto de fatores culturais e estereótipos, que podem ser explicados como um fenômeno por meio do modelo socioecológico, que fornece informações para projetar intervenções nos níveis individual, comunitário, organizacional e estrutural. Conclusão: Nas pessoas com baixa visão, as experiências derivadas da interação social, dos processos educacionais e da atividade laboral geram sentimentos que modificam o processo de estigmatização. Portanto, consideramos conveniente estudar e planejar intervenções de saúde em diferentes níveis, considerando, por sua vez, a perspectiva de gênero e do ciclo de vida.

      Como citar este artigo: Palencia Flórez Diana Cristina, Oviedo Cáceres María del Pilar. El estigma y la baja visión. Un análisis desde las experiencias y sentimientos. Revista Cuidarte. 2024;15(3):e3974. https://doi.org/10.15649/cuidarte.3974

      Biografia do Autor

      • Diana Cristina Palencia Flórez, Universidad Santo Tomás, Bucaramanga, Colombia.

        Universidad Santo Tomás, Bucaramanga, Colombia.

      • María del Pilar Oviedo Cáceres, Universidad Santo Tomás, Bucaramanga, Colombia.

        Universidad Santo Tomás, Bucaramanga, Colombia.

      Referências

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      Publicado

      2024-11-19

      Como Citar

      1.
      Palencia Flórez DC, Oviedo Cáceres M del P. Estigma e baixa visão. Uma análise das experiências e sentimentos. Revista Cuidarte [Internet]. 19º de novembro de 2024 [citado 9º de maio de 2026];15(3). Disponível em: https://revistas.udes.edu.co/cuidarte/article/view/3974

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